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Atentado terrorista em estação de trem na China mata 3 e fere mais de 70

EFE EFE 01/05/2014 EFE Brasil
Este é o segundo atentado terrorista que acontece em uma instalação ferroviária do país asiático em dois meses. © Foto: Getty Images Este é o segundo atentado terrorista que acontece em uma instalação ferroviária do país asiático em dois meses.

Pequim, 1 mai (EFE).- Três pessoas morreram e 79 ficaram feridas em um ataque com explosivos e armas brancas em uma estação de trem em Urumqi, capital da região de Xinjiang, na China, informou nesta quarta-feira a agência oficial 'Xinhua'.

Este é o segundo atentado terrorista que acontece em uma instalação ferroviária do país asiático em dois meses.

Quatro dos feridos apresentam ferimentos graves, informaram as autoridades de Xinjiang, região onde nos últimos anos ocorreram vários confrontos armados entre as autoridades e movimentos separatistas de etnia uigur, de religião muçulmana, que causaram dezenas de mortos.

O atentado ocorreu às 19h10 locais (8h10 de Brasília) na saída da estação sul de Urumqi, quando um grupo de pessoas armadas com facas atacou transeuntes e detonou explosivos.

Testemunhas citadas pela agência oficial chinesa afirmaram ter escutado duas fortes explosões cuja onda expansiva foi sentida em edifícios próximos: 'Foram tão potentes que pensei que tinha havido um terremoto', declarou à 'Xinhua' uma delas, que estava hospedada em um hotel da área.

'Nunca pensei que isto pudesse acontecer', declarou um dos feridos, Zhang Bin, que no momento do ataque se dirigia à estação para receber um amigo que chegava em um trem.

'Se é um ato deliberado, não entendo por que querem ferir civis inocentes', acrescentou Zhang, hospitalizado em um centro médico da capital regional.

A estação onde aconteceu o ataque é uma das três de Urumqi, e a maior de Xinjiang. A área estava sendo preparada para uma cerimônia de inauguração de novos serviços de ligação ferroviária com outras cidades da região autônoma.

O ataque, que o governo chinês qualificou de 'ato terrorista', acontece apenas dois dias depois da visita à conflituosa região de Xinjiang do presidente da China, Xi Jinping, precisamente para pedir às forças da ordem que aumentassem a luta contra o terrorismo.

Após saber do ataque de hoje, o presidente da China pediu às autoridades que não baixem a guarda, já que a luta contra grupos armados em Xinjiang é um trabalho 'de longo prazo'.

'A batalha para combater a violência e o terrorismo não permite nem um momento de relaxamento, e devem ser tomadas ações decididas para acabar com este momento de crescente ação terrorista', declarou o presidente em Pequim.

'É preciso garantir a segurança e a estabilidade social', afirmou Xi, que destacou a necessidade de proteger os povos 'de todos os grupos étnicos'.

O atentado ocorre também dois meses depois que no último dia 1º de março um ataque com armas brancas similar deixou 29 mortos e 143 feridos em outra estação de ferrovia chinesa, na cidade de Kunming.

Esse atentado foi atribuído pelo regime comunista a grupos radicais islâmicos que buscam a independência de Xinjiang, principalmente sob o nome de Movimento Islâmico do Turquestão Oriental.

Xinjiang, fronteiriça com Afeganistão e Paquistão, está habitada por várias etnias muçulmanas ligadas aos povos da Ásia Central, como os uigures, e segundo o governo chinês nela operam grupos terroristas ligados à organização radical islâmica Al Qaeda.

No entanto, grupos uigures no exílio acusam Pequim de usar o terrorismo como desculpa para reprimir a religião e a cultura deste povo.

Em julho de 2009, enfrentamentos étnicos entre uigures e chineses han (maioria no país) provocaram cerca de 200 mortes também em Urumqi, no pior episódio de violência étnica ocorrido na China em décadas.

Em outubro de 2013, cinco pessoas morreram e 40 ficaram feridas quando um automóvel atropelou grupos de turistas na entrada da Cidade Proibida de Pequim, outro fato que o governo comunista ligou ao terrorismo de Xinjiang.

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