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Saiba como anda o Range Rover Evoque de segunda geração

Logotipo do(a) Autocar Brasil Autocar Brasil 14/03/2019 Matt Saunders
Saiba como anda o Range Rover Evoque de segunda geração © Autocar Saiba como anda o Range Rover Evoque de segunda geração

O que ele é?

Viemos até a Grécia para estar diante da segunda geração do Range Rover Evoque.

Um carro cujo comprimento cresceu em apenas um único milímetro em comparação com seu antecessor. Na largura, a diferença é o quádruplo: 4 mm.

Dificilmente parece valer a pena mencionar essa diferença, não é? Eu cresço mais para os lados do que isso ao inspirar - e, pensando nisso, aposto que até a Victoria Beckham. Na altura, o carro encolheu 11 mm. Ser compacto é importante para o motorista do Evoque, diz a Land Rover. Evidentemente que sim.

Range Rover Evoque S P250 R Dynamic © Autocar Range Rover Evoque S P250 R Dynamic

Então, por que ele parece um carro que cresceu em tamanho, como se tivesse passado de Eder Jofre a Maguila, se não a Mike Tyson? Isso é provavelmente o que você estará se perguntando enquanto estiver dirigindo e processando as várias particularidades da experiência de manejar o que pode ser o mais importante carro de fabricação britânica a ser lançado em 2019. A verdade é que, além dos recursos de design que fazem com que ele pareça maior, o Evoque é um SUV compacto que assumiu muitos dos traços dinâmicos de um maior. Bem maior.

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Isso é resultado de uma mudança significativa na estratégia de produtos da Land Rover. Oito anos atrás, o Evoque era o ídolo da passarela de Gaydon, sede da marca. Deu-se tal prioridade ao estilo que até houve uma versão de três portas com um teto mais baixo e mais caprichoso. Algo que a Land Rover, ambiciosa, mas não sem razão, chamou de cupê. Na preparação para o seu lançamento, o Evoque foi abertamente anunciado como o rival da Land Rover para o Audi TT. O SUV era o novo ícone de estilo da marca britânica. E foi precisamente assim que ele foi adotado pelo público comprador.

Como ele é?

Além das dobradiças das portas e algumas peças herdadas de motorizações amplamente atualizadas, este é genuinamente um carro todinho novo. Isso inclui até a plataforma do modelo.

Range Rover Evoque de segunda geração © Autocar Range Rover Evoque de segunda geração

O Evoque II (L551, se você gostar dos códigos de geração dos modelos Land Rover) tornou-se o primeiro carro a adotar a Premium Transverse Architecture da Jaguar Land Rover: uma plataforma que permite construção leve, com uma parte de metais de alta e ultra alta resistência, mas que também permite o uso de um sistema híbrido leve de 48V para todas as versões do Evoque com exceção da de entrada, a D150. A plataforma também permitirá que a JLR apresente um Evoque híbrido plug-in em 2020. Tendo em conta a chegada de concorrentes totalmente elétricos, como o Mercedes EQC e o Audi e-tron, isso é provavelmente o mínimo que o novo Evoque deveria estar fazendo.

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Todas as versões do Evoque a não ser a D150 têm de série um sistema de tração nas quatro rodas com vetorização de torque baseado em embreagem e uma caixa automática de nove marchas, bem como o sistema de suspensão totalmente independente redesenhado, com McPherson na dianteira e o Integral Link da JLR na parte traseira. Os amortecedores adaptativos são opcionais (embora não estivessem instalados no nosso carro de teste).

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Há opções de sete motores no lançamento: quatro a diesel e três a gasolina, com a versão a diesel básica oferecendo um preço básico de pouco menos de £ 32.000 no Reino Unido. No Brasil, é possível que ele tenha um pequeno aumento ou que, devido à competição, mantenha os preços dos modelos atuais, a hipótese menos provável. Todas as versões do carro serão movidas por motores Ingenium de quatro cilindros, construídos na Grã-Bretanha. Pelo menos até que os três-cilindros turbinados Ingenium aumentem a oferta de motorizações no ano que vem. O pacote ampliado de baterias de íons de lítio para o sistema híbrido leve do carro, enquanto isso, será transportado sob os assentos traseiros e armazenará toda a energia elétrica que puder ser recuperada durante a frenagem. O sistema usa um alternoarranque acionado por correia, que também é responsável por reaplicar a energia recuperada ao virabrequim em situações de aceleração.

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Tudo isso soa, bem, um pouco pesado? Pois é... Apesar do uso dos metais especiais na carroceria, o Evoque S P250 que testamos, que usa um motor a gasolina turbinado de 250 cv, era na verdade 66 kg mais pesado que o seu antecessor. Pode parecer pouco, mas ele também é quase 200 kg mais pesado que um Audi Q3 45 TFSI e mais de 100 kg mais pesado que um Volvo XC40 T5. “Luxo pesa”, seria a resposta da Land Rover, assim como a genuína capacidade fora-de-estrada. Mas isso é muito peso para qualquer carro relativamente compacto transportar. Até mesmo um com 212 mm de vão livre e 600 mm de capacidade de atravessar terrenos alagados.

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Basta dizer que você pode sentir esse peso em mais de um aspecto da experiência de pilotagem do Evoque (embora nem sempre como um fator prejudicial). O carro tem direção mais pesada, controle de carroceria ligeiramente mais permissivo, um rodar mais confortável e mais estável do que o último Evoque. Em nenhum desses casos por muito, mas o suficiente para notar.

A Land Rover deixou a direção mais direta e calibrou sua assistência variável para ajudar em curvas mais fechadas de modo discreto, mas inteligente. Em linha reta, porém, a direção continua um bocado vaga, priorizando a estabilidade em altas velocidade em vez de uma sensação de precisão ao volante. O Evoque precisava ser um carro relaxante para percorrer longas distâncias. E é.

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O desempenho da versão S P250, no entanto, fica um pouco abaixo do esperado. Se há uma questão em que a massa do Evoque é um problema, é nessa. O carro é bastante veloz quando já está embalado, mas não de maneira suficientemente convincente para que a maioria imagine estar dirigindo um carro com potência no mesmo nível de um hot hatch, por exemplo.

Mais do que a potência, o torque do motor não parece suficiente para que ele pareça rodar sem esforço na estrada. O motor não tem a musculatura necessária para impedir que a caixa de câmbio de nove marchas pareça hiperativa quando você quer acelerar com mais vigor. Você sempre parece estar a pelo menos duas marchas de distância da correta em resposta a qualquer pisada mais forte no acelerador usando "D". Talvez menos se selecionar "S", embora a transmissão ainda pareça um pouco hesitante em ambos os casos em chegar à marcha desejada. Caixas de câmbio automáticas de nove velocidades são assim, você pode dizer. Talvez, mas elas teriam menos motivos para serem, imagino, se estivessem trabalhando com os torcudos motores diesel de torque que estão sendo lentamente removidos de carros como esse. Infelizmente.

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De todo modo, que motor belamente silencioso e bem isolado é o Ingenium usado no Evoque, mesmo quando trabalha duro! Que refinamento de classe mundial o carro ganhou em um sentido mais amplo! Mesmo com amortecedores comuns, a suspensão ignora os buracos e eventuais desníveis da superfície da estrada do mesmo jeito que alguns carros de luxo que custam mais que o dobro do preço do Evoque. Ele consegue aquele compromisso exato entre conforto e estabilidade a um custo baixo, já que seu comportamento certamente não parece suave como o de uma limusine. Nem é molenga. Há um controle vertical da carroceria suave, mas progressivo, que fica evidente em resposta a qualquer solavanco grande o suficiente para fazer a massa suspensa do carro se mover para cima. Muitas das pancadas menores simplesmente desaparecem despercebidas. O controle da carroceria permanece muito respeitável em qualquer caso.

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O caráter mais genuinamente luxuoso flui dos elementos de acabamento mais ricos do interior do carro, muitos dos quais chamam a atenção. O sistema de infoentretenimento de tela duplo de dois andares da Land Rover surge do nada, “invisível até se acender”, como dizem os designers, e dá ao carro um realce técnico sofisticado, enquanto os couros no painel, portas e bancos são dignos de elogios, assim como os detalhes cromados. O espaço para os passageiros da segunda fileira de bancos é melhor, mas provavelmente ainda não é um dos melhores do segmento.

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O retrovisor interno Clearsight da Land Rover é fornecido de série no Evoque topo de linha ou como opcional nas demais versões. Uma câmera no teto voltada para trás permite o truque perfeito de se tornar uma tela de vídeo widescreen quando você aperta o que seria o botão anti-ofuscamento na parte inferior do espelho. A tela é clara e clara e permite um campo de visão muito mais amplo do que o contrário. Ela tem a mania de fazer com que os objetos pareçam mais próximos do que estão, lembre-se disso. E também não é muito útil quando o sol, prestes a se por ou nascendo, teima em ofuscar a visão.

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A outra inovação de visibilidade do carro é o que a Land Rover chama de "capô transparente", também conhecido como Clearsight Groundview. Um sistema de câmeras no pára-choque dianteiro reproduz imagens do que está embaixo da parte frontal do carro na tela superior do sistema multimídia. A Land Rover diz que ele é muito útil quando se está no fora de estrada ou estacionando em espaços apertado. Você pode facilmente imaginar que ele se tornará um forte argumento de venda de Evoque. Infelizmente, ele não foi instalado em nosso carro de teste.

Devo comprar um?

Quando chegar a hora de o novo Evoque desembarcar no Brasil, ele certamente não parecerá imbatível em seu segmento de mercado. Também não faz tudo certo. A cabine não é tão rica materialmente ou tem acabamento impecável em todos os lugares para onde você olha, por exemplo. Plásticos ligeiramente brilhantes e moldados sobreviveram à segunda geração do modelo. E eles minam a sensação convincente de alto luxo no carro onde você os encontra.

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Dependendo da sua escolha de motor, há claramente uma chance de você também esperar um desempenho mais forte e sem esforço (já falamos disso). Ou de sentir falta do estilo mais chamativo e da direção mais ágil do modelo atualmente à venda. De todo modo, suspeito que essas eventualidades sejam improváveis. Sugerir que o Evoque não é muito impressionante de dirigir, com as expectativas corretas em relação ao que ele oferece, seria extremamente injusto.

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No geral, imagino que este carro dê aos seus futuros proprietários muito mais motivos para se sentirem agradecidos do que para se arrependerem. É um tipo ligeiramente diferente de Evoque, com certeza. Mas, dos seus novos níveis de conforto à sua riqueza e praticidade aprimoradas, passando pela sua notável tecnologia inovadora a bordo, o carro realmente amadureceu. Resta saber a que preço ele será oferecido no Brasil, mas a JLR tem cuidado bem dos preços de seus veículos, que apresentam alguns dos menores índices de desvalorização de seus segmentos.

Para registro, este avaliador não foi um daqueles que consideraram o Evoque indigno de um selo Range Rover desde o princípio. Diante da segunda geração, não vejo mais como alguém poderia sequer conceber algo assim.

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© Autocar

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