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Desconfia que o automóvel foi clonado? Saiba o que fazer

Logotipo do(a) Garagem 360 Garagem 360 11/03/2016 Talita Morais

Clonagem de cartões de crédito, talões de cheque, telefones celulares. Como se não bastassem estes crimes, os automóveis também podem ser duplicados e provocar muita dor de cabeça para os motoristas. Chamados de veículos dublês, eles, quase sempre da mesma marca, cor e modelo, são alterados para ficar com a placa igual e, geralmente, são provenientes de roubo ou furto.

E não é só isso: a documentação e os números do chassi e do motor do carro também podem ser falsificados. “Aparentemente, o clonado e o original não possuem diferenças, já que, em casos mais complexos, os infratores alteram placa, chassi… Sendo assim, o proprietário verdadeiro somente suspeitará da clonagem caso receba infrações de trânsito registradas em locais que nunca trafegou”, explica Alyne Costa Queiroz, advogada no escritório Rodrigo Costa Advogados, do Rio de Janeiro.

O que fazer?

E foi exatamente isso o que aconteceu com Ângela Cajado, arquiteta de 32 anos e moradora de Pinheiros, em São Paulo. No início do ano passado, ela recebeu três multas “estranhas”. “Uma foi por estacionar em local privado e as outras duas por excesso de velocidade. O problema é que eram em locais que eu não frequentava, então suspeitei que o meu carro tivesse sido clonado e fiz um boletim de ocorrência”, conta.

Veículos dublês podem ser a documentação, a placa e o chassi adulterados - Foto: Divulgação © Fornecido por Garagem 360 Veículos dublês podem ser a documentação, a placa e o chassi adulterados - Foto: Divulgação

E Ângela fez o certo. Ao desconfiar de uma situação como essa, o primeiro passo é procurar a delegacia mais próxima e registrar o B.O. Depois, é preciso juntar documentos pessoais (RG e CPF) e do carro (Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos – CRLV e Certificado de Registro de Veículo – CRV), multas recebidas, fotos do modelo original e quaisquer outros materiais que possam ajudar a comprovar que existe um dublê.

Na sequência, o motorista tem de procurar a entidade de trânsito da cidade para formalizar a queixa e dar entrada no processo administrativo de análise de veículos com suspeita de clonagem. No local, as provas são analisadas e, normalmente, uma perícia é realizada para comprovar a originalidade do automóvel. “Sendo constatado que houve a clonagem, o órgão competente autorizará a troca da placa e a mudança na documentação”, diz a advogada do no escritório Rodrigo Costa Advogados.

Compra de usado

Muitos clones são feitos para possibilitar a revenda de carros roubados, que têm o chassi remarcado e os documentos falsificados. Por isso, é importante ficar de olho na hora de adquirir um seminovo. Antes de fechar negócio é recomendado checar, entre outros itens, se o número do chassi confere com o que consta no documento e nos vidros do carro, se há alguma alteração visível nas marcações e se o CRLV e o CRV possuem rasuras ou outras alterações.

Em caso de desconfiança, vale ainda contratar empresas especializadas no levantamento de dados sobre o automóvel. E também é fundamental procurar lojas de usados de confiança. Caso a compra seja particular, a sugestão é solicitar os dados do vendedor como endereço, telefone e nome completo.

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