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Novo câmbio CVT garante economia e, finalmente, desempenho

Logotipo do(a) Quatro Rodas Quatro Rodas 11/06/2018 Giovana Rampini
cambio CVT- TOYOTA RAV4 2.0: O câmbio CVT já é uma referência em economia. Com a engrenagem, a Toyota promete desempenho superior com ainda mais economia © Quatro Rodas O câmbio CVT já é uma referência em economia. Com a engrenagem, a Toyota promete desempenho superior com ainda mais economia

O câmbio CVT (Continuosly Variable Transmission), que varia as relações de marcha continuamente, é referência em economia de combustível, mas nada como um tradicional sistema de engrenagens para garantir arrancadas com prontidão.

Partindo dessa constatação, a Toyota criou um novo câmbio que reúne o melhor dos dois conceitos: um CVT equipado com uma engrenagem acionada em velocidades baixas.

O Direct Shift-CVT é um CVT que funciona, como os demais, com variação contínua das relações graças a duas polias interligadas por uma correia que mudam de diâmetro constantemente.

A diferença é que as polias entram em ação somente depois que o carro embala.

Nas arrancadas quem trabalha é a engrenagem. Com isso, o sistema consegue desempenho de câmbio mecânico, com arrancadas mais ágeis do que em um CVT.

A engrenagem trouxe o benefício do desempenho e ainda favoreceu a redução do consumo, ao permitir o uso de polias menores e mais leves.

A Toyota não informa de quanto seria esse benefício, mas diz que o Direct Shift-CVT vai equipar os próximos lançamentos da marca desenvolvidos sobre a plataforma TNGA, entre eles a futura geração do Corolla, prevista para 2020. 

Foco na eficiência

Transmissão CVT – Toyota © Quatro Rodas

O sistema da Toyota aperfeiçoa o CVT, cuja principal virtude é a capacidade de estabelecer infinitas relações de marcha se ajustando às necessidades do veículo.

Com o câmbio CVT, o motor pode trabalhar com máxima eficiência, sempre no regime de torque máximo, conseguindo desempenho, com economia de combustível

1- Engrenagem: Elimina o ruído (e a vibração) característico dos sistemas CVT nas arrancadas

2- Polias: Menores e mais leves, contribuem para o sistema reduzir o efeito da inércia em 40%

3- Correia: Com novos ângulos de encaixe nas polias, consegue aumentar em 20% a velocidade das mudanças

4- Bomba: Fornece o óleo que lubrifica as engrenagens sob demanda, diminuindo o atrito em 30%

Cada caso é um caso

No CVT, as relações de marcha variam em função da alteração dos diâmetros das polias – o princípio é o mesmo das bicicletas com marchas, mas com as polias no lugar de coroas e catracas.

Transmissão CVT: Quando é necessário força para vencer aclives, fazer ultrapassagens, a polia ligada ao eixo que transmite o torque às rodas assume diâmetro maior, enquanto a polia movimentada pelo motor diminui de diâmetro

Quando é necessário força para vencer aclives, fazer ultrapassagens, a polia ligada ao eixo que transmite o torque às rodas assume diâmetro maior, enquanto a polia movimentada pelo motor diminui de diâmetro
© Quatro Rodas

Invenção genial

O conceito do câmbio CVT é antigo: foi idealizado por Leonardo Da Vinci (1452-1519). A primeira aplicação automotiva só aconteceu em 1958, no entanto.

A dificuldade era conseguir um mecanismo que fosse resistente, compacto, leve e economicamente viável.

A pioneira foi a holandesa DAF, que instalou o sistema batizado de Variomatic em um modelo compacto, o DAF 600, equipado com motor de 600 cm2 e 22 cv.

Com o tempo, o desafio passou a ser a construção de um dispositivo que suportasse as solicitações de motores com potência e torque elevados, o que só aconteceu nos anos 1990.

Em 1999, a Audi acoplou uma caixa CVT em um motor de 193 cv de potência e 28,5 mkgf de torque.

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