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China culpa países desenvolvidos por mudanças climáticas

Logotipo do(a) AFPAFP 27/11/2019 AFP
(Arquivo) A China é a segunda maior economia do mundo e o maior emissor de dióxido de carbono © Johannes EISELE (Arquivo) A China é a segunda maior economia do mundo e o maior emissor de dióxido de carbono

A China, o maior poluidor do planeta, acusou os países desenvolvidos nesta quarta-feira de contribuir insuficientemente para a luta contra o aquecimento global, às vésperas da reunião anual da COP25, que começa na próxima segunda-feira em Madri. 

"A falta de vontade política nos países desenvolvidos é o maior problema na redução de emissões poluentes", afirmou o vice-ministro chinês do Meio Ambiente, Zhao Yingmin. 

A China, a segunda economia mundial, é de longe o primeiro emissor de CO2 do planeta. No entanto, como país em desenvolvimento, aspira ao fundo anual de 100 bilhões de dólares prometidos pelos países ricos para ajudar os mais pobres a lidar com a crise climática e reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. 

Em um relatório apresentado nesta quarta-feira, a China critica particularmente a decisão dos Estados Unidos de se retirar do acordo de Paris e, indiretamente, a proposta de "taxa de carbono nas fronteiras" aventada pela futura presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Esse mecanismo, proposto pela França há muito tempo, permitiria a aplicação de impostos sobre produtos que geram gases de efeito estufa. 

Para Pequim, essa taxa, conforme contemplada "por alguns países desenvolvidos, afetaria seriamente a ambição da comunidade internacional de lutar contra as mudanças climáticas". 

Os signatários do acordo de Paris se reunirão em Madri a partir da próxima segunda-feira, na 25ª reunião anual da ONU sobre o clima (COP25). 

O acordo de 2015 prevê que os quase 200 países signatários concluam antes do final de 2020 um compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. 

A urgência é máxima. A ONU emitiu um aviso sério aos países na terça-feira: para que o objetivo de limitar o aquecimento a + 1,5 ° C - ambição inicial do acordo de Paris - seja respeitado, as emissões de CO2 teriam que ser reduzidas em 7,6%, a partir do próximo ano e até 2030. 

Até agora, não há sinais que permitam pensar que essas emissões, geradas principalmente por energias fósseis e que aumentam a cada ano, começarão a cair nos próximos anos.

tjx/bar/evs/af/zm/cn

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