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As 10 economias que crescem mais rápido em 2017 (e uma delas não é a China)

Logotipo do(a) BBC Brasil BBC Brasil 6 dias atrás
Porto de Djibouti: Djibouti tem localização estratégica no mar Vermelho © Getty Images Djibouti tem localização estratégica no mar Vermelho

Em um mundo que ainda se recupera a duras penas da crise financeira global iniciada em 2008, alguns países crescem a uma velocidade vertiginosa.

Eles se localizam na Ásia e África, de acordo com levantamento do Banco Mundial (Bird). O Produto Interno Bruto (PIB) dessas nações crescerá neste ano a taxas entre 6,9% e 8,3%.

Um ritmo invejável quando se considera que a média mundial ficará em torno de 2,7%, de acordo com o estudo do Bird Global Economic Prospects (perspectivas econômicas globais).

Na América Latina e Caribe, o crescimento médio será de apenas 0,8%.

A estimativa para o Brasil é de alta de 0,3%.

Saiba quais são as economias que terão um desempenho notável neste ano.

1. Etiópia

Com alta do PIB estimada em 8,3%, o país africano está no topo da lista de previsão de crescimento, impulsionado pelo investimento público em infraestrutura, um boom no setor de serviços e a recuperação da agricultura.

No entanto, o Banco Mundial alerta que o financiamento da infraestrutura levou a um aumento da dívida pública do país em mais de dez pontos percentuais, que já ultrapassa 50% de seu PIB.

Um país pode ter dificuldade para se financiar quando sua dívida pública cresce, pois, aos olhos dos investidores, sua capacidade de honrar pagamentos fica comprometida.

2. Uzbequistão

É o único país da Ásia Central que aparece no top 10. A previsão é que o Uzbequistão cresça 7,6% neste ano.

Encontro da Asean: Vários dos países que mais crescem no mundo pertencem à Associação de Nações do Sudeste Asiático © Getty Images Vários dos países que mais crescem no mundo pertencem à Associação de Nações do Sudeste Asiático

Sua economia foi beneficiada por um ambiente externo favorável, assim como a impulsão de programas de desenvolvimento para o período 2016-2020 em infraestrutura, indústria, agricultura e serviços.

O Uzbequistão é o sétimo maior produtor de algodão do mundo. Além desta matéria prima, exporta gás natural e ouro.

Mulher trabalha em campo no Uzbequistão: Uzbequistão é um dos maiores exportadores de algodão do mundo © Getty Images Uzbequistão é um dos maiores exportadores de algodão do mundo

3. Nepal

Em abril de 2015, o Nepal sofreu um terremoto devastador que deixou cerca de 9 mil mortos e afetou muitas de suas principais atrações turísticas, incluindo templos e monumentos históricos.

Em 2016, a economia do país cresceu apenas 0,4%.

No entanto, espera-se que em 2017 o PIB nepalês avance 7,5%, graças a uma temporada favorável de chuvas, a obras de reconstrução do país e à normalização do comércio com a Índia, afetado por problemas na fronteira entre os dois países.

4. Índia

A Índia ocupa a quarta posição na lista de países cujas economias mais crescerão em 2017.

O Banco Mundial estima que o país alcançará uma taxa de 7,2%, graças ao aumento do investimento em infraestrutura e dos gastos públicos em geral.

A Índia também se beneficiou da boa estação de chuvas, que impulsionou a agricultura e o consumo em áreas rurais.

5. Tanzânia

Durante a última década, a Tanzânia registrou uma taxa elevada e estável taxa de crescimento do PIB, de cerca de 6% a 7%. A estimativa para 2017 é de 7,2%.

O Banco Mundial observa que a economia do país, localizado na África Oriental, vai crescer apoiado por mais investimentos públicos, um forte setor de serviços e pela recuperação da produção agrícola.

6. Djibouti

Localizado no nordeste da África, Djibouti é, ao lado da Etiópia, um dos dois países na lista que não ficam na Ásia.

Mulheres em Laos: Banco Mundial estima que o crescimento de Laos chegue a 7% em 2017 © Getty Images Banco Mundial estima que o crescimento de Laos chegue a 7% em 2017

O país tem poucos recursos naturais e poucas indústrias. Sua economia é favorecida por sua localização estratégica, como porta de entrada para o mar Vermelho, que tem um porto de águas profundas.

Serve como rota de trânsito para o comércio na região, centro de abastecimento de combustível e também como ponto de transbordo de mercadorias internacionais.

O Banco Mundial estima seu crescimento para 2017 em 7%.

7. Laos

Na última década, Laos tem sido uma das economias que mais crescem na região da Ásia-Pacífico, com um crescimento médio do PIB de 8%.

Para 2017, o Banco Mundial estima que o PIB aumente 7%, impulsionado por uma série de projetos energéticos e devido ao surgimento de oportunidades de negócios com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Nos últimos tempos, o país também tem se beneficiado da exploração de recursos naturais (um terço do crescimento do PIB), além da expansão do setor de construção e serviços.

Mulher trabalha em Laos: Laos tem se beneficiado da exploração de seus recursos naturais e da expansão do setor de construção e serviços © Getty Images Laos tem se beneficiado da exploração de seus recursos naturais e da expansão do setor de construção e serviços

O Banco Mundial, no entanto, adverte que seu déficit fiscal aumentou substancialmente em 2016, levando a dívida pública a quase 70% de seu PIB.

8. Camboja

Graças a um forte crescimento econômico sustentado ao longo de duas décadas, o país do Sudeste Asiático conseguiu alcançar o status de país com renda de classe média-baixa em 2015.

Este ano deverá registrar um aumento de 6,9% do PIB, graças à exportação de vestuário e ao crescimento do turismo.

9. Filipinas

A economia das Filipinas tem sido impulsionada pelo aumento das remessas, o crescimento do crédito e inflação baixa, que favoreceu o consumo.

O PIB do país do leste asiático deverá crescer 6,9% em 2017.

Em 2016, as autoridades aprovaram um plano de desenvolvimento nacional para o período 2017-2022, que prevê um aumento substancial nos gastos públicos. Espera-se que isso acelere a economia.

Ao mesmo tempo, o Banco Mundial espera uma recuperação das exportações.

10. Myanmar

É um dos países com o maior território e menor densidade populacional do Sudeste Asiático.

Sua localização estratégica entre duas das economias mais dinâmicas do mundo - China e Índia - converte Myanmar em polo comercial na região.

Trabalhadores em Myanmar: Myanmar é beneficiado por estar entre duas das economias mais dinâmicas do mundo © Getty Images Myanmar é beneficiado por estar entre duas das economias mais dinâmicas do mundo

O país também desempenha papel importante pela exportação de minério, gás natural e produtos agrícolas.

O Banco Mundial estima que a economia de Myanmar crescerá 6,9% em 2017.

O órgão destaca que o país fez progressos substanciais contra a pobreza nos últimos anos, apesar de permanecer mal colocado em indicadores como expectativa de vida e mortalidade infantil.

Embora a China não apareça na lista dos dez países que mais irão crescer este ano, a segunda maior economia mundial deverá registrar alta de 6,5% do PIB, apoiada no consumo interno e na recuperação das exportações.

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