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BC revisa projeção do PIB brasileiro de 2,2% para estabilidade em 2020

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 26/03/2020 Douglas Rodrigues
Edifício sede do Banco Centro, em Brasília, em maio de 2019 © Sérgio Lima/Poder360 Edifício sede do Banco Centro, em Brasília, em maio de 2019

O Banco Central revisou a projeção de variação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 2,2% para estabilidade –ou seja, zero. A estimativa foi publicada no RTI (Relatório Trimestral de Inflação), divulgado nesta 5ª feira (26.mar.2020) Eis a íntegra (685 KB).

De acordo com a autoridade monetária, a alteração na expectativa foi feita depois de impactos econômicos expressivos da pandemia de covid-19. O surto de coronavírus deve ter maior efeito sobre a economia no 2º trimestre de 2020.

Os Estados adotaram uma série de medidas para restringir o fluxo de pessoas e evitar a disseminação da doença. O Ministério da Economia também revisou de 2,1% para 0,02% a estimativa de crescimento do PIB do país em 2020.

Além do coronavírus, o Banco Central disse que a recuperação da atividade econômica perdeu fôlego a partir do 4 trimestre do ano passado. “Resultados abaixo do esperado em indicadores econômicos no final de 2019 e início de 2020 afetaram a expectativa de desempenho da atividade no primeiro trimestre”, afirmou o relatório.

No Relatório Trimestral de Inflação, o BC estimou que a agropecuária não terá mudanças na atividade econômica. O crescimento do setor foi mantido em 2,9% refletindo a melhora na projeção para a safra de grãos.

Haverá moderada redução na perspectiva de expansão da pecuária, segundo a autoridade monetária. A pandemia vai limitar a demanda interna e externa por proteínas.

O comércio terá recuo de 0,7% em 2020, frente a estimativa anterior de alta de 2,6% no último RTI, de dezembro.

INDÚSTRIA

Na indústria o impacto é mais acentuado. A estimativa de PIB do setor passou de crescimento de 2,9% para retração de 0,5%. Todas as atividades industriais devem surtir efeitos com o surto do coronavírus.

A projeção para a atividade econômica da indústria de transformação, por exemplo, passou de expansão de 2,1% para queda de 1,3%. Bens de consumo duráveis e de capital devem ser fortemente impactados.

O Banco Central disse que haverá possível redução na oferta devido às medidas de restrição de locomoção e da escassez de insumos importados em alguns segmentos.

A estimativa para a indústria extrativa, por sua vez, recuou de 7,5% para 2,4% em 2020. Há expectativa de menor demanda por minério de ferro e petróleo com a desaceleração mundial.

Na construção civil, o Banco Central esperava crescimento de 3% em 2020, mas calculou que o impacto da covid-19 levará o setor a recuar 0,5% no ano


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