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Bolsonaro não ligou para Trump. Momento é 'inapropriado', diz porta-voz

Logotipo do(a) Correio Braziliense Correio Braziliense 4 dias atrás Ingrid Soares
© Anderson Riedel/PR

O porta-voz da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou na noite desta segunda-feira (2/12) que o presidente Jair Bolsonaro não fará, ao menos por enquanto, a ligação para o líder americano Donald Trump para comentar a decisão de elevação das taxas de aço e alumínio brasileiros. Ele aponta que, apesar da capacidade de estabelecer o dialogo direto com o presidente Trump, o momento é 'inapropriado'.

Segundo o porta-voz, o governo busca inicialmente estudar os impactos da medida no Brasil e tentar encontrar uma solução que agrade aos dois países  por meio dos ministérios envolvidos no setor.

“Ainda não temos a profundidade devida sobre o tema para tomar decisão de pronto. É preciso estudar, analisar e conversar para, só depois, posicionar em relação ao governo americano. É lógico que o presidente acompanha isso com interesse, visto que isso é fator importante para equilíbrio da balança comercial", apontou.

Ao justificar o retorno da tarifação, Donald Trump escreveu em uma rede social nesta segunda-feira que “Brasil e Argentina desvalorizaram fortemente suas moedas, o que não é bom para nossos agricultores".. "Portanto, com vigência imediata, restabelecerei as tarifas de todo aço e alumínio enviados aos Estados Unidos por esses países”, acrescentou.

Rêgo Barros disse ainda que não há ‘profundidade’ devida sobre o tema e que fazer a ligação para Trump antes de uma análise rigorosa seria ‘intempestivo’. 

“Precisamos entender exatamente quais são os impactos da medida aplicada pelo governo americano sobre as taxações de aço e alumínio. Ao mesmo tempo, o presidente, como é comum nessa questões econômicas, ele se vale do Ministério da Economia, dos técnicos, para aprofundar o conhecimento, tomar sua decisão. Então, seria intempestivo da parte do Bolsonaro, ainda sem conhecer todos os dados, efetivar uma ligação que, claramente seria completada, em tempo inapropriado em face de desconhecimento profundo do tema”, ressaltou.

Em relação à decisão de Trump, mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo havia dito que “essa medida não nos preocupa”.

“Vamos conversar, vamos entender a medida. Vamos agir com toda a tranquilidade. Vamos ver, claro. (Vamos) avaliar o impacto, avaliar exatamente que tipo de medidas os Estados Unidos estão pensando”, comentou o chanceler.

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