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Brasileiro usa mais ‘dinheiro de plástico’ para pagar as contas

Logotipo do(a) Estadão Estadão 6 dias atrás Ferbando Nakagawa, de Brasília

Cartão: Comerciantes passaram a aceitar maquininhas © Divulgação Comerciantes passaram a aceitar maquininhas

O setor de cartões de crédito prevê que, a despeito da crise, o faturamento do segmento crescerá até 7,5% neste ano com o uso cada vez mais intenso desse meio de pagamento pelos brasileiros. Mesmo com o crescimento acima da inflação, executivos do setor criticam algumas medidas recentes adotadas pelo governo que acabam desestimulando o uso do cartão.

O diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito (Abecs), Ricardo Vieira, explica que o volume de transações crescerá no ano porque há um uso cada vez mais intenso entre os clientes que já possuem cartão e o meio de pagamento é aceito em um número maior de segmentos do comércio, inclusive para compras de menor valor.

Segundo ele, o setor terá indicadores melhores após as novas regras do funcionamento do crédito rotativo – operação que passou a ter prazo máximo de 30 dias. “Com a mudança no rotativo, a expectativa é de grande redução da inadimplência e da taxa cobrada nessa operação”, disse. O juro médio do rotativo calculado pela Abecs caiu de 455,4% ao ano em março para 207,9% ao ano na quarta semana de maio.

Apesar da redução do custo do crédito rotativo, alguns executivos do setor reclamam da maneira como as regras foram adotadas pela equipe econômica. Um executivo de um banco público nota que novas normas como a limitação do uso do rotativo e o preço diferenciado para compras no cartão de crédito podem até gerar mais custo para o sistema financeiro.

Ele argumenta que esse novo ambiente acaba incentivando o uso do dinheiro vivo. A queixa é que é caro levar cédulas e moedas para os clientes e, se o volume crescer ainda mais, o custo aumenta e isso acabará tendo de ser repassado aos consumidores.

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