Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

CEO da Petrobras nega intervencionismo na empresa após decisão sobre diesel

Logotipo do(a) Reuters Reuters 4 dias atrás Por Ricardo Brito
© Foto: Bruno Domingos/Reuters

Nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro vai se reunir com Roberto Castelo Branco, presidente da Petrobras, e outros envolvidos no assunto para discutir a política de reajuste do diesel. Haverá ainda uma entrevista coletiva, às 11h, no Palácio do Planalto, para comentar assuntos tratados na reunião que tratou do tema na segunda-feira.

O presidente da Petrobras negou ontem que tenha havido intervencionismo do governo na estatal após a empresa cancelar um reajuste do diesel nas refinarias na semana passada, depois de uma ligação do presidente Jair Bolsonaro.

Castello Branco disse que o presidente --que telefonou para ele diretamente-- alertou dos riscos da eventual entrada em vigor do aumento do combustível, em meio à pressão de caminhoneiros sobre uma possível nova paralisação de estradas.

"Não (foi intervencionista), porque a decisão foi tomada pela diretoria da Petrobras, ninguém ordenou à Petrobras que reajustasse. O presidente alertou dos riscos (do aumento)", disse Castello Branco, em entrevista na saída do Palácio do Planalto.

O presidente da Petrobras participou ontem de uma reunião com os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia), o presidente do BNDES, Joaquim Levy, além dos ministros Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Floriano Peixoto (Secretaria-Geral).

Segundo nota da Secretaria Especial de Comunicação Social, a reunião focou "soluções estruturantes relativas ao setor de transportes rodoviários".

Castello Branco disse que no encontro não se discutiu o preço do combustível.

"Não tem nenhuma decisão. A Petrobras é uma coisa, outra é o governo. O governo quer abordar a questão dos caminhoneiros e a Petrobras tem a sua vida própria", afirmou.

Questionado se o aumento poderia ser reativado, o presidente da estatal respondeu: "Vamos decidir quanto vai ser reajustado ou não, isso é uma decisão empresarial, diferente da decisão do governo, vide políticas públicas, o que significa que a Petrobras é livre".

Um repórter insistiu na pergunta e ele respondeu: "Se você colocar isso, vou negar, porque não fiz nenhuma afirmação nesse sentido".

Ao ser perguntado então sobre o que se pode esperar, disse que é preciso ser "paciente", que se vai ter resposta.

Exceto o presidente da Petrobras, nenhuma outra autoridade deu entrevistas ou declarações a respeito da reunião desta segunda-feira.


Mais de Reuters

image beaconimage beaconimage beacon