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Copom deve manter taxa básica de juro em 6,5%

Logotipo do(a) Estadão Estadão 12/12/2018 Fabrício de Castro

A Ata do Copom (Comitê de Política Monetária) foi considerada neutra pelo mercado, segundo a Leme Investimentos (Getty Images) © Getty Images A Ata do Copom (Comitê de Política Monetária) foi considerada neutra pelo mercado, segundo a Leme Investimentos

BRASÍLIA - Com a inflação sob controle e a atividade ainda em marcha lenta, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, deve manter, na noite desta quarta-feira, 12, a Selic (os juros básicos da economia) em 6,50% ao ano. Se isso for confirmado, será a sexta reunião consecutiva em que o colegiado decide não mexer na taxa, que está no menor patamar da história.

A expectativa entre os economistas do mercado financeiro é de que a Selic, de fato, permaneça no nível atual. De um total de 35 instituições financeiras consultadas pelo Estadão/Broadcast, todas esperam por um anúncio de 6,50% ao ano.

A visão é de que, apesar das dúvidas em torno do andamento das reformas fiscais na futura Presidência de Jair Bolsonaro, a inflação no Brasil está acomodada e a atividade, que poderia pressionar os preços, segue em recuperação apenas gradual.

O economista-chefe da consultoria Parallaxis, Rafael Leão, espera pela manutenção da Selic em 6,50% ao ano tanto na reunião de hoje quanto ao longo de 2019, já sob o governo de Bolsonaro. “Temos uma elevada ociosidade na economia, o que permite a ela crescer sem grandes pressões inflacionárias no próximo ano”, afirma Leão. “A ocupação do mercado de trabalho e das linhas de produção abre espaço para intensificação da atividade sem risco sobre os preços.”

Para o banco UBS Brasil, a Selic termina 2018 no nível atual, mas sobe para 9% ao ano até o fim de 2019, na esteira da melhora da atividade econômica, que tende a acelerar a inflação.

Mais do que a decisão de hoje, os economistas do mercado financeiro estarão atentos às sinalizações a serem passadas pelo BC em relação ao futuro. A instituição persegue uma inflação de 4,5% em 2018, com margem de tolerância de dois pontos. / COLABORARAM FRANCISCO CARLOS DE ASSIS E CAIO RINALDI

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