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Disputa política entre Temer e Maia atrasa ajuste da reforma trabalhista

Logotipo do(a) Estadão Estadão 13/11/2017 Fernando Nakagawa

Uma disputa política atrasa o prometido ajuste de pontos da reforma trabalhista. De um lado, o governo Michel Temer quer a edição de Medida Provisória (MP) com alteração em trechos da nova Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Do outro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rechaça a alternativa e quer o ajuste através de Projeto de Lei (PL) para que o Congresso debata o tema e não sirva apenas de carimbador do texto do Palácio do Planalto. Alheio a esse debate político-processual, o conteúdo do ajuste está pacificado e será o mesmo, seja MP ou PL.

Essa é uma briga de mais quatro meses. A diferença entre Temer e Maia veio a público na madrugada de 12 de julho, quando o presidente da Câmara se levantou contra a ideia do governo de alterar pontos da reforma por MP. Com o objetivo de evitar atrasos na tramitação do texto, o Planalto pediu a aprovação integral do texto aos senadores e, em troca, prometeu alterar trechos através dessa polêmica MP quando a nova lei entrasse em vigor.

Rodrigo Maia e Michel Temer: A diferença entre Temer e Maia veio a público na madrugada de 12 de julho, quando o presidente da Câmara se levantou contra a ideia do governo de alterar pontos da reforma trabalhista por MP. © Wilson Junior/Estadão A diferença entre Temer e Maia veio a público na madrugada de 12 de julho, quando o presidente da Câmara se levantou contra a ideia do governo de alterar pontos da reforma trabalhista por MP.

A iniciativa foi costurada entre o Planalto e senadores, sem participação da Câmara. A reação foi rápida. "A Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei. Qualquer MP não será reconhecida pela Casa", afirmou Maia pelo Twitter naquela madrugada.

O governo tentou colocar panos quentes na briga, mas as diferenças nunca diminuíram efetivamente. No esforço para tentar resolver o problema, o Planalto chegou a pedir ajuda até de sindicalistas para tentar reduzir a resistência à MP na Câmara. O clima entre Temer e Maia, porém, azedou ainda mais em meio à tramitação da segunda denúncia contra o presidente da República.

O principal argumento de Maia é que o ajuste por MP gerará insegurança jurídica. "Para mim é inconstitucional, além de gerar uma grande insegurança para o trabalhador e criar um precedente: se ninguém fizer nada (para impedir o uso de MP), qualquer presidente que entrar poderá mudar essa legislação por MP", disse mais cedo no Rio, conforme o repórter Fabio Grellet. Para Maia, usar a MP "enfraquece a relação entre os poderes".

O governo, por outro lado, teme que o debate em torno de um projeto de lei mude radicalmente o conteúdo da reforma trabalhista - uma das bandeiras de Temer para a retomada do emprego. Para piorar, essa opção poderia gerar reação negativa entre senadores, já que o Planalto quebraria o acordo firmado há poucos meses.

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