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Mais pessoas esperam que a inflação recue nos próximos meses

Logotipo do(a) Estadão Estadão 19/04/2017 Anne Warth
Consumo das famílias: Todos os componentes do índice de expectativas do consumidor melhoraram em relação a março © Epitácio Pessoa|Estadão Todos os componentes do índice de expectativas do consumidor melhoraram em relação a março

BRASÍLIA - O otimismo do consumidor brasileiro se recuperou parcialmente no mês de abril. De acordo com pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Ibope, aumentou o número de pessoas que esperam que a inflação recue nos próximos seis meses.

Após uma queda de 2,3% em março, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) subiu 1,4% em abril, para 103,4 pontos. Em relação a abril de 2016, o índice apresentou alta de 6,1%. Apesar disso, a entidade destacou que o Inec ainda está 4,8% abaixo de sua média histórica, que é de 108,6 pontos. O levantamento mostra as expectativas também em relação ao desemprego, renda pessoal e intenção de realizar compras de maior valor, além de percepções sobre situação financeira e endividamento.

Todos os componentes do índice de expectativas do consumidor melhoraram em relação a março e também ante abril de 2016, com exceção do item compras de bens de maior valor, que caiu 1,7% ante o mês anterior. Esse indicador também registrou redução em relação à abril do ano passado, de 2,1%. Isso mostra que as pessoas ainda estão cautelosas em relação a compras de itens mais caros.

Em relação à março, o destaque foi o otimismo em relação à inflação, cujo indicador subiu 5,8%. Em relação à abril de 2016, o índice subiu 9,3%. Na pesquisa quanto maior o índice, maior é o número de pessoas que esperam que a inflação recue.

O índice de endividamento subiu 3,3% ante março, o que sugere melhora na evolução do endividamento das famílias. Em relação à abril de 2016, o avanço foi de 11,2%.

De acordo com a CNI, consumidores com expectativas mais positivas em relação ao emprego e à situação financeira tendem a comprar mais, o que contribuiu para a recuperação da economia.

O indicador de desemprego subiu 2% em relação à março e 6,8% na comparação com abril de 2016. De acordo com a pesquisa, isso mostra um crescimento no número de pessoas que acreditam na redução do desemprego.

Em relação à renda pessoal, o índice subiu 1,1% ante março e 8,1% em relação à abril de 2016. O indicador de endividamento aumentou 3,3% na comparação com março e 11,2% ante abril do ano passado. E o indicador de situação financeira subiu 0,9% em março e 10,5% ante abril de 2016.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 11 de abril, com 2.002 pessoas em 143 municípios do País.

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