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Número de restaurantes que aderiram ao iFood salta 12,7% em meio à pandemia

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 4 dias atrás Douglas Rodrigues
Entregadores de bicicleta, em Brasília, na tarde de 6ª feira © Sérgio Lima/Poder360 Entregadores de bicicleta, em Brasília, na tarde de 6ª feira

O aplicativo brasileiro iFood registrou alta de 12,7% no número de restaurantes que aderiram ao serviços de entrega. Saltou de 142 mil estabelecimentos em março para 160 mil em abril, segundo Bruno Montejorge, diretor de Comunicação Institucional e Sustentabilidade.

“Estamos hoje em cerca de 1.000 municípios. O que nós observamos nesse momento não foi necessariamente 1 aumento na presença em número de municípios, mas, sim 1 aumento da busca de restaurantes para aderirem ao delivery”, disse ele ao Poder360 Entrevista, por videoconferência, na 3ª feira (19.mai.2020).

Assista abaixo (33min31s):

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Com as medidas de isolamento social, o serviço por aplicativo tem se tornado necessário para uma vasta gama de estabelecimentos. Em muitos, tornou-se a única fonte de faturamento.

O serviço sob demanda também se tornou a única fonte de renda para diversos trabalhadores. O iFood recebeu em março 175 mil inscrições de candidatos interessados em atuar como entregadores da plataforma, ante 85.000 em fevereiro.

A companhia também registrou diminuição no número de entregadores ociosos. Nos últimos 2 meses, em torno de 40.000 entregadores inativos (ou seja, que já tinham sido aceitos no iFood e não faziam nenhuma entrega há alguns meses) voltaram a realizar pedidos. Esses “parceiros” têm a liberdade e a flexibilidade de escolher como e quando trabalhar.

Fundado em 2011, hoje o iFood conta com cerca de 170 mil entregadores cadastrados, além de mais de 200 mil terceirizados que atendem diretamente restaurantes.

“Quando a gente fala de entregadores parceiros, nós estamos falando de uma representatividade de 30% do nosso negócio. Os outros 70% são gerenciados pelos próprios donos de restaurantes. Temos esses 2 modelos de negócios. Isso mostra o quanto é grande esse setor de entregadores no país.”

Dois entregadores de bicicleta, em Brasília, na tarde de 6ª feira © Sérgio Lima/Poder360 Dois entregadores de bicicleta, em Brasília, na tarde de 6ª feira

Montejorge citou algumas tendências de consumo que surgiram com o advento da pandemia. “Observamos o aumento nas porções que são entregues. Essas porções maiores estão relacionadas ao fato de que tínhamos 1 volume muito grande de refeições que antes eram pedidas por 1 indivíduo. Agora, passam a ser pedidas para alimentar uma família.”

As pessoas também estão experimentando outros momentos para fazer os pedidos por aplicativo. O consumidor de delivery passou a consumir mais produtos de café da manhã e lanche da tarde.

“Por exemplo, categorias como padarias, doces, bolos, açaí e sorvetes, observamos crescimento de 60% a 80% no número de pedidos versus o que se pedia anteriormente em cada uma delas. Por outro lado, nós temos visto que algumas categorias que estão mais associadas às comidas fit, a gente tem visto uma estabilização ou até uma queda. Isso reflete 1 pouco do momento, em que as pessoas estão buscando mais conforto, seja emocional. E a comida tem papel nesse sentido.”

PANDEMIA

A empresa anunciou nesta semana que vai dobrar o fundo de assistência a seus estabelecimentos parceiros, totalizando R$ 100 milhões. Também mudou a política de antecipação de pagamentos para os restaurantes em até 7 dias –antes da pandemia, os estabelecimentos recebiam os valores em até 30 dias.

O Ifood

O iFood foi fundado em 2011 e hoje é líder no segmento de entrega de alimentos na América Latina. Além do Brasil, está presente no México e na Colômbia. Em março, foram feitos 30,6 milhões de pedidos pela plataforma.

A ideia do app surgiu de dentro da Disk Cook –empresa de entrega de pedidos de comida por telefone– como uma plataforma on-line para melhorar a experiência de delivery de refeições. Ao fim do 1º ano houve o 1º investimento, da Warehouse, para criar 1 aplicativo e tornar a experiência do usuário mais simples.

Em 2013, houve uma nova rodada de investimentos. Naquele momento, passou a ser controlada pelo grupo brasileiro de tecnologia Movile.

Em 2014, o iFood se consolidou como líder de mercado brasileiro. Foi feita a fusão com a RestauranteWeb, do grupo JustEAT, uma das maiores empresas de foodelivery do mundo.

O ano de 2016 marcou a expansão da empresa para outros países da América Latina. Em 2017, o iFood atingiu a marca de mais de 6 milhões de pedidos por mês.

Quem é Bruno Montejorge

Bruno Montejorge, 42 anos, é diretor de Comunicação Institucional e Sustentabilidade do iFood. Acumula 19 anos de experiência. Liderou equipes de marketing na Grendene, O Boticário e Los Paleteros.

Na Unilever, foi por 4 anos gerente Global da marca OMO. Na Kraft (atual Mondelez), gerenciou a área de inovação para biscoitos e chocolates, onde trabalhou no lançamento da marca Belvita e na gestão da marca de chocolates Bis. É formado em Direito pela PUC-SP, especialista em finanças pela Fipecafi/USP e mestre em estratégia e liderança pelo IMD (Suíça).

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