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PIB: Resultado faz economistas elevarem projeção de crescimento para 2019

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 2 dias atrás Da Redação
VOLTA DO CONSUMO - Clientes lotam a primeira unidade da rede popular asiática Miniso em São Paulo: plano de abrir 1 000 lojas até 2019 © Raphael Castello/VEJA VOLTA DO CONSUMO - Clientes lotam a primeira unidade da rede popular asiática Miniso em São Paulo: plano de abrir 1 000 lojas até 2019

Instituições financeiras e consultorias revisaram suas projeções de crescimento da economia brasileira em 2019 e 2020, depois da divulgação do avanço de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre deste ano na manhã desta terça-feira, 3. O banco Daycoval elevou de 0,9% para 1,2% as previsões de crescimento da economia neste ano, apoiado à ideia de que a liberação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) vai impulsionar o consumo no final do ano. “Vale ressaltar, que apesar da nítida melhora da tendência da atividade econômica na margem, o destaque nos próximos trimestres estará centrada no consumo das famílias impulsionado pelo saque do FGTS, o que deverá resultar em ritmo de crescimento na margem maior no quarto trimestre deste ano e no primeiro trimestre do ano que vem frente aos trimestres adiante”, destaca o banco. 

A Consultoria Tendências revisou suas projeções para 1,2%, e não mais 0,9% em 2019. “A maior velocidade no ritmo de crescimento motiva melhora nas perspectivas de curtíssimo prazo”, diz o comunicado da instituição. Já banco americano Goldman Sachs elevou suas projeções de um avanço de 1% para 1,2% ─ para o ano que vem, as projeções saltaram de 2,2% para 2,3%. O Santander elevou suas previsões, de 0,8% para um crescimento de 1,2% neste ano. Para o ano que vem, o banco manteve a projeção de 2%, porém com viés de alta. O Citi elevou sua previsão de crescimento da economia neste ano de um avanço de 0,7% para 1,1%.

Na tarde desta terça, o presidente Jair Bolsonaro comemorou o resultado. “É algo inesperado para os analistas econômicos, mas, da nossa parte sabíamos que viria uma boa notícia, e ela veio numa boa hora”, afirmou, durante discurso em um fórum promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU). No Twitter, o presidente comemorou o resultado da economia brasileira no terceiro trimestre e chamou a atenção para outros indicadores econômicos, como a taxa básica de juros, a Selic, a 5% ao ano, menor patamar da história. “Certeza de que estamos no caminho certo”, escreveu.

A maior alta foi da agropecuária com crescimento de 1,3%, seguida pela indústria (0,8%) e pelos serviços (0,4%). “Na ótica da demanda, os investimentos vêm crescendo, puxado pela construção, que havia caído 20 trimestres consecutivos e desde o trimestre anterior mostra recuperação, quando comparado a igual período de 2018. O consumo das famílias também cresce, enquanto as despesas do governo – incluindo pessoal e demais gastos, exceto investimentos -, caem em todas as esferas em função das restrições orçamentárias”, analisa a coordenadora de Conta Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

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