Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Sem grandes inovações, novo iPhone busca reposicionar marca da Apple

Logotipo do(a) Estadão Estadão 11/09/2019 Bruno Capelas, Bruno Romani e Giovanna Wolf
© Foto: Tony Avelar/AP

Como já virou tradição no mundo da tecnologia, a Apple lança novos modelos de iPhone na primeira quinzena de setembro. Nesta terça-feira, 10, não foi diferente: em evento em sua sede na Califórnia, a empresa exibiu ao mundo seus três próximos celulares. São os iPhones 11, 11 Pro e 11 Pro Max, com preços que começam em US$ 700, US$ 1 mil e US$ 1,1 mil nos EUA – lá, as vendas começam no dia 20. Ao Estado, a Apple confirmou que os três aparelhos “chegam ao Brasil ainda este ano”, sem data ou preço específico. Mas, ao contrário do que o mercado se acostumou a ver, os três aparelhos trazem inovações discretas e um posicionamento de marca que reflete os últimos meses da Apple.

A empresa liderada por Tim Cook tem vivido altos e baixos: em agosto de 2018, bateu US$ 1 trilhão em valor de mercado com as boas vendas do iPhone. No início deste ano, viu a festa virar ressaca quando os altos preços do aparelho no mercado internacional resultaram em baixas vendas de seu aparelho e queda das ações na Bolsa. 

A primeira resposta a isso foi reduzir a dependência da empresa do iPhone, que chega a ter dois terços da receita da Apple, lançando novos serviços de vídeo e de jogos. A segunda resposta vem agora, com uma nova identidade de marca no iPhone 11.

“Antes, a Apple lançava um iPhone padrão e outro mais barato. Agora, é diferente: há um iPhone padrão, o 11, e outro para profissionais, com recursos avançados”, diz Eduardo Pellanda, professor da PUC-RS. “Além disso, há versões antigas de iPhone que agora custam US$ 450 nos EUA, o que é um preço bastante competitivo para muitos usuários, mesmo para um aparelho antigo.”

É algo que foi enfatizado pelo vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, na apresentação. “É a primeira vez que chamamos um iPhone de Pro, e não fazemos isso à toa: ele é realmente para usuários muito exigentes.”

Aparelhos trazem evoluções em processamento e câmera

Em termos de especificações, não há grandes novidades: o iPhone 11, mais barato, traz tela de 6,1 polegadas de LCD, de qualidade inferior às telas de OLED, presente nos modelos mais caros. O iPhone 11 Pro tem 5,8 polegadas de tela; já o iPhone 11 Pro Max tem 6,5 polegadas.

Mas há duas grandes evoluções nos novos iPhones. A principal delas é o processamento: o novo chip da empresa promete ser mais rápido que os rivais e, ao mesmo tempo, mais econômico em termos de consumo de bateria. “É uma questão tecnológica: se não há evolução de energia ou no tamanho da bateria, o smartphone precisa se tornar mais eficiente”, avalia Renato Franzin, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). 

É graças ao novo chip também que a Apple pode trazer novidades na área de processamento de imagens. É algo técnico, mas que pode resultar em fotografias mais bonitas. Há evolução também na câmera – os modelos Pro trazem três lentes diferentes, capaz de tirar fotos tanto com zoom quanto com grande amplitude de campo. Já o iPhone 11 tem duas lentes, mas os três aparelhos trazem ainda um modo de fotos para a noite. “Não são coisas exatamente novas, já foram feitas por rivais como Samsung, Google e Huawei, mas a Apple traz isso tudo em uma experiência mais interessante”, afirma Pellanda, da PUC-RS.

As duas áreas são uns dos poucos campos em que a Apple pode inovar sozinha no smartphone, sem depender de uma cadeia de fornecedores – hoje, as telas do iPhone são feitas pela Samsung; já o sensor de imagem é da Sony. “A empresa busca se destacar onde tem o domínio da tecnologia dentro de casa”, diz o professor da PUC-RS. “O que se viu não foi nada revolucionário, mas mostra evolução.”

___________________

Vídeo: Novo peixe emite maior voltagem entre os animais (Estadão)

A SEGUIR
A SEGUIR

Mais de Estadão

image beaconimage beaconimage beacon