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Inteligência financeira não depende de quanto você tem na conta

Logotipo do(a) Dinheirama Dinheirama 13/01/2018 Ricardo Pereira
Inteligência financeira não depende de quanto você tem na conta © Fornecido por Dinheirama Educacional S.A. Inteligência financeira não depende de quanto você tem na conta

Hoje eu ouvi uma frase: “Ah, mas ele é muito inteligente. Tem muito dinheiro”. Essa frase me motivou a escrever sobre um tema importante ao qual muitas vezes não damos a devida atenção: inteligência financeira. Você sabe explicar exatamente o que é isso?

Pois bem, muita gente associa dinheiro à inteligência, mas precisamos lembrar que inteligência pode estar associada a diversas partes da vida. Há quem seja inteligente intelectualmente, mas não emocionalmente. Há quem seja inteligente emocionalmente, mas não financeiramente.

Uma coisa não depende necessariamente da outra, por isso é importante separarmos as definições, até para que possamos desenvolver as áreas em que estamos em desvantagem. E não tenha vergonha disso, afinal todo mundo está em desvantagem em algum aspecto! O importante é compreender e melhorar esses pontos.

Ter dinheiro não é sinônimo de inteligência

A primeira questão que preciso ressaltar é que ter uma conta bancária gorda nem sempre quer dizer que há muita inteligência financeira na mente de alguém.

Vou dar um exemplo prático que ilustra bem a questão: um amigo rico, que havia recebido uma boa quantia de herança dos pais, acabou se endividando, falindo, e perdendo tudo após anos de falta de inteligência financeira. Ao mesmo tempo, uma senhora, faxineira da casa de um primo, foi capaz de organizar tão bem as finanças – mesmo com um salário pequeno – que ao final de anos conseguiu adquirir a casa própria que tanto queria e ainda ver a filha se formar na universidade, sim para ela a educação tinha muito valor.

Está vendo como ter dinheiro hoje não é garantia de ter dinheiro no futuro? Mais do que uma conta recheada é preciso ter pensamentos e atitudes que mantenham a riqueza conquistada ou que ajudem a não gastar além da conta, fazer uma reserva, investir, ter autodisciplina, e etc. Isso é inteligência financeira, algo ligado a emoções e ações relacionadas ao uso do dinheiro. E, a propósito, como anda a sua?

O que você precisa saber

Muitos educadores financeiros utilizam o termo “Inteligência Financeira”. Mas o conceito foi apresentado inicialmente por Robert Kiyosaki no livro “Pai Rico Pai Pobre – O que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro”, lançado em 1995.

Quando usou este termo, o autor também disse que esta inteligência dependeria do bom uso de quatro habilidades: Alfabetização financeira, que seria a habilidade de entender os números;  Estratégia financeira, que seria a ciência do dinheiro fazer mais dinheiro, ou seja, dos investimentos;  Entendimento do funcionamento do mercado, afinal quem não sabe como as coisas funcionam corre riscos e perde oportunidades; e Entendimento das leis, pois tudo deve ser feito de maneira legal.

Uma mensagem interessante no livro que vale bastante para o que estamos refletindo aqui é: “Se você costuma gastar tudo o que ganha, o mais provável é que um aumento do dinheiro disponível apenas resulte em aumento das despesas”.  Ou seja, mais uma vez, inteligência financeira não tem a ver com o que se tem no bolso, mas com o que se tem na cabeça. Não é à toa que a maioria diz que quanto maior o salário, maiores as despesas. Ou seja, falta inteligência financeira aí!

O segredo para expandir a inteligência financeira

E qual será o segredo para expandir a inteligência financeira? Você que acompanha o Dinheirama já está um passo à frente neste quesito, afinal, está se dispondo a entender melhor essa área e aprimorar seus conhecimentos.

Para ajudar, separei algumas sugestões que você também pode avaliar e colocar em prática se quiser se desenvolver neste aspecto. Vamos lá?

  1. Entenda que dinheiro também é tempo e valorize – Quanto tempo você precisa trabalhar ou dedicar a determinada atividade para ganhar dinheiro? É importante se lembrar, sempre que tiver vontade de consumir sem muita certeza de estar fazendo a coisa certa, que provavelmente você teve de trabalhar e se empenhar para ganhar aquele dinheiro, portanto, não gaste de forma desnecessária. Aproveite para entender seu orçamento, cortar e substituir gastos, e pensar em prioridades. Nem sempre dá para ter tudo, por isso é necessário usar o dinheiro para finalidades que farão a diferença para você, sejam bens tangíveis ou intangíveis.
  2. Faça o dinheiro render – Não deixe seu dinheiro parado. Já que você batalhou para consegui-lo, faça-o render. Para isso é preciso que você se dedique a entender melhor de educação financeira e também vá atrás das fontes certas. Não precisamos saber tudo. Se eu quiser saber sobre dietas, por exemplo, falarei com um nutricionista. Se eu quiser saber sobre medicamentos, falarei com um médico. Vá atrás de informação correta, compare rentabilidades, riscos e condições de cada investimento que esteja dentro do seu perfil, e permita que seu dinheiro se multiplique.
  3. Não siga a manada – Finalmente, é mais fácil seguir as informações que todo mundo tem e realizar as ações que todos realizam do que pensar de forma individual, não é mesmo? Permita-se questionar sempre um pouco além quando tudo estiver indicando para um único caminho. Não é porque todos os sites e revistas falam sobre determinado investimento que ele é o melhor para você, entende? Também não é porque a maioria está gastando dinheiro a rodo em épocas festivas que você também precisa gastar.

Seja consciente e mire no futuro. Ter inteligência financeira também é isso! Estamos combinados?

Até a próxima!

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Este artigo foi escrito por Ricardo Pereira.

© Fornecido por Dinheirama Educacional S.A. Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.

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