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Abusos sexuais de Harvey Weinstein já eram tema de 'piadas'

Logotipo do(a) Estadão Estadão 13/10/2017 O Estado de S. Paulo

© Foto: Getty

O executivo de Hollywood Harvey Weinstein foi acusado, no último dia 5, de abusar sexualmente de diversas atrizes e funcionárias em uma reportagem do jornal norte-americano The New York Times, que investigou o caso durante dez meses. Atrizes como Cara Delevigne, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Melissa Silverstein, Asia Argento, Rose McGowan, Ashley Judd, Lena Dunham e Amber Tamblyn fizeram coro ao denunciar as agressões sexuais e abordagens abusivas por parte do produtor.


Embora muitos dos atores que se pronunciaram nos últimos dias terem dito não saber do comportamento de Weinstein, citações às suas abordagens abusivas já haviam sido feitas publicamente. Em uma cena da sitcom 30 Rock, que foi ao ar na NBC entre 2006 e 2013, a personagem Jenna, vivida por Jane Krakowski, afirma: “Não temo ninguém no showbiz. Recusei relações sexuais com Harvey Weinstein pelo menos três vezes.”

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Na cerimônia de anúncio dos indicados ao Oscar 2013, o comediante Seth MacFarlane, ao lado de Emma Stone, após revelar os nomes que concorriam à estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante, fez piada: “Parabéns. Agora vocês não terão mais de fingir que são atraídas por Harvey Weinstein.”

O personagem Harvey Weingard, interpretado por Maury Chaykin, na série Entourage, que o HBO exibiu entre 2004 e 2011, além de ter um nome sugestivo, pode também ter sido baseado na atitude hostil de Weinstein para com as atrizes que elencava em seus filmes.

Após o caso ter vindo à tona, a atriz Romola Garai, que participou do filme Desejo e Reparação, afirmou ao jornal britânico The Guardian ter se sentido “violentada” durante um encontro particular com o produtor. “Ele abriu a porta vestindo um roupão. Eu tinha 18 anos. Me senti violentada”, acusou.

O ator Terry Crews (As Branquelas, Todo Mundo Odeia o Chris) aproveitou o incidente para contar em uma rede social a experiência que ele teve ao sofrer um assédio por parte de um produtor de Hollywood cujo nome ele preferiu não revelar. Durante uma festa, “um executivo agarrou meus órgãos sexuais”, escreveu. “Eu entendo as mulheres que não falam nada por tanto tempo”, acrescentou ele em seu perfil.

Alguns profissionais da indústria cinematográfica que já atuaram com o produtor acusado de assédio se mostraram surpresos e reprovaram o comportamento de Weinstein. Leonardo DiCaprio (O Aviador, Django Livre) disse que “não há desculpa para agressão sexual”; Meryl Streep (que chegou a chamá-lo de “Deus” em um discurso no Globo de Ouro) afirmou que “não sabia de atos impróprios” por parte dele; e Kate Winslet (O Leitor, 2008) afirmou que “nenhuma mulher deveria ser tratada como Weinstein tratou essas jovens atrizes”.

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George Clooney e Jennifer Lawrence, que também já trabalharam com Weinstein, afirmaram nunca ter presenciado qualquer tipo de comportamento abusivo por parte do produtor. O primeiro papel importante de Clooney foi em um filme realizado por ele, Um Drink no Inferno (1996), e a atriz trabalhou com ele em O Lado Bom da Vida (2012).

Matt Damon, que fez, entre outros filmes produzidos por Weinstein, O Talentoso Ripley (2000), e Russell Crowe foram acusados pela editora do site The Wrap, Sharon Waxman, de ter impedido em 2004 que uma reportagem fosse a público denunciando os atos do produtor. O ator Mark Ruffalo se manifestou em defesa de Weinstein: “Desejo o melhor a Harvey. Espero que ele consiga a ajuda necessária. Ele tem uma família.”

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