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Vilões de animações infantis influenciam estereótipos de pele, diz estudo

Logotipo do(a) Estadão Estadão 13/06/2018 Redação

Vilões de animações infantis influenciam estereótipos de pele, diz estudo: Jafar tem olheiras, uma das condições de pele possuídas pela maioria dos vilões de animações © Reprodução de 'Aladdin' (1992)/Walt Disney Pictures Jafar tem olheiras, uma das condições de pele possuídas pela maioria dos vilões de animações

Um estudo analisou o perfil dos vilões de desenhos animados e concluiu que eles contribuem para reforçar estereótipos negativos sobre condições de pele. A pesquisa é da University of Texas, dos Estados Unidos.

O resultado permitiu aos pesquisadores afirmar que o modo como as condições de pele são representadas nas animações podem desencadear sentimentos negativos nas pessoas que não se enquadram nos padrões irreais de beleza.

“Um exemplo prático disso pode ser visto nas clínicas dermatológicas, onde tratamentos cosméticos são feitos para retirar pintas inofensivas, remover sardas e alterar outras mudanças naturais da pele que aparecem com o tempo ou com a exposição ao sol”, disse Michael Ryan, um dos estudiosos, ao Daily Mail.

Os pesquisadores analisaram os personagens das 50 animações de maior bilheteria. Cerca de 75% dos vilões como, por exemplo, a pequena Darle, de Procurando Nemo, e Jafar, de Aladdin, possuem marcas de pele como sardas ou olheiras.

Entre as condições de pele analisadas pelos estudiosos estão cicatrizes, calvície, sardas, pintas, olheiras e escurecimentos ao redor dos olhos.

Por outro lado, a proporção entre os bonzinhos e as mocinhas é o oposto: apenas um de cada quatro deles apresentam alguma imperfeição na pele.

Ainda, o estudo concluiu que as marcas na pele também estão presentes nos personagens que parecem maus, porém são bons por dentro. É o caso, por exemplo, de Shrek, do filme homônimo, e Gru, de Meu Malvado Favorito.

“Nós assistimos a esses filmes nos nossos anos de formação, quando estamos aprendendo sobre o bem e o mal e, querendo ou não, eles influenciam nossas percepções sobre o mundo”, falou o dermatologista Matthew Gass.

“Se tem uma coisa que sabemos é que os criadores de animações são capazes de produzir trabalhos emocionantes e profundos. Esperamos que isso signifique que eles estão abertos a considerar essa pesquisa quando fizerem os próximos filmes”, disse.

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