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Em preto e branco, a Guerra Fria toma o Festival de Cannes

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 11/05/2018 Raquel Carneiro
Festival de Cannes – Leto: Cena do filme 'Leto', exibido no Festival de Cannes © Divulgação Cena do filme 'Leto', exibido no Festival de Cannes

Em tempos de polarização política, a Guerra Fria ganhou verniz durante o terceiro dia do Festival de Cannes 2018. Dois filmes vizinhos, um russo e outro polonês, ambientaram suas tramas durante o conflito — e, curiosamente, também compartilham uma fotografia em preto e branco. As diferenças nas tramas e no período específico eleito, contudo, separam as obras Leto (Verão, na tradução livre em português), do russo Kirill Serebrennikov, e Zimna Wojna (Guerra Fria, em português), de Pawel Pawlikowski.

Leto acompanha a vida da lenda do rock soviético Viktor Tsoi, e sua influência no cenário cultural de Leningrado. Com uma trilha sonora forte, ancorada no rock underground de Lou Reed e David Bowie nos anos 1980, o longa fala sobre liberdade e amor de um jeito leve e repleto de sutilezas.

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Aplaudido durante o festival, Leto chamou ainda mais a atenção pela ausência do diretor, em prisão domiciliar na Rússia. A equipe do filme fez um protesto no tapete vermelho em prol do cineasta, acusado de desvio de verba pública — o que ele refuta veementemente, apoiado pela comunidade artística do país, que vê à ação como uma retaliação do governo de Vladimir Putin.

Festival de Cannes – Leto: Elenco do filme ‘Leto’ protesta contra a ausência do diretor Kirill Serebrennikov, durante o Festival de Cannes – 09/05/2018 © Reuters Elenco do filme ‘Leto’ protesta contra a ausência do diretor Kirill Serebrennikov, durante o Festival de Cannes – 09/05/2018

Zimna Wojna vai ao inicio da Guerra Fria para contar uma história de amor de duas pessoas incompatíveis, de temperamentos e opiniões diferentes. A trama viaja por distintos cenários que ajudam a politizar a história, como a Polônia, Berlim, Iugoslávia e Paris.

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Vídeo: Protesto em Cannes (Via AFP)


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