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São Paulo: Pássaro admite perder Arboleda, mas garante que meninos não saem: 'Fechamos as portas'

Logotipo do(a) ESPN ESPN 6 dias atrás ESPN.com.br
Alexandre Pássaro, dirigente do São Paulo © Gazeta Press Alexandre Pássaro, dirigente do São Paulo

Gerente-executivo do São Paulo, Alexandre Pássaro, de 29 anos, resumiu e detalhou seus poucos mais de quatro anos no clube. Entre outras coisas, falou sobre si mesmo, Hernanes, Arboleda e como está lidando com o assédio aos jovens que subiram da base e têm feito sucesso no profissional.

Alexandre Pássaro (esquerda), Vitor Bueno (centro) e Raí (direita) © Gazeta Press Alexandre Pássaro (esquerda), Vitor Bueno (centro) e Raí (direita)

Ele chegou ao clube no fim de 2014 para trabalhar no departamento jurídico, trazido pelo ex-presidente Carlos Miguel AIdar. Mesmo assim, seguiu na instituição quando Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumiu o comando.

"O Leco me chamou e disse que, embora eu tivesse chegado na outra gestão, ele tinha observado meu trabalho, tirado referências e que gostaria de que eu continuasse", explicou em entrevista exclusiva ao portal UOL.

QUEM É ALEXANDRE PÁSSARO?

"Eu sou um advogado de formação. Minha formação é jurídica. Mas neste ano completo dez anos diretamente dentro do futebol. E eu sempre fiz coisas além do jurídico em todos os lugares por onde passei. Antes de vir para o São Paulo, eu estava no Desportivo Brasil, que é um clube de formação de atletas. Eu era vice-presidente e também advogado. Já fazia uma função de gestão e acumulava o trabalho jurídico, especificamente do futebol".

HERNANES COMO NEGOCIAÇÃO DE MAIOR SUCESSO...

"Eu acho que a primeira chegada do Hernanes, no meio de 2017, foi muito emblemática nesse sentido, porque a gente tinha muito pouco tempo para o fechamento da janela, o fuso horário atrapalhando e o São Paulo vivia um momento muito delicado.

Além disso, a negociação foi exitosa, sem ninguém ficar sabendo. Chegou no dia do fechamento da janela, teve um resultado importante para um momento tão delicado. A negociação em si termina quando o jogador se apresenta. Depois a gente vai para outro tipo de gestão. Dele dentro do elenco, do time, para o cenário de fora.

"Mas falando nisso, do ato da contratação, essa do Hernanes, pela forma como foi conduzida, pela surpresa absoluta para todo mundo do anúncio logo cedo, a chegada dele pelo que simbolizava, foi a mais emblemática para mim nesse período em que estou no São Paulo", afirmou.

... E TAMBÉM COMO A MAIS FRUSTRANTE

"Talvez utilize a mesma transferência do Hernanes como exemplo. Naquele momento a gente gostaria de ficar com ele por pelo menos um ano. E os chineses só queriam emprestá-lo por seis meses. A gente tinha muita expectativa do que ele poderia fazer e que aqueles seis meses pediriam mais tempo com ele.

Mas eles só aceitavam mesmo negociar por seis meses, até porque o calendário lá é igual ao nosso, então queriam contar com ele na pré-temporada. A gente conseguiu o empréstimo de um ano, mas com a cláusula de pedido de volta. Porque tinha a chance de não pedirem de volta. Mas, no fim, pediram o retorno e a gente teve de devolver depois daquele semestre incrível que o Hernanes teve.

Então, nessa negociação, por mais bem-sucedida que tenha sido, foi frustrada porque queríamos ter ficado com ele por mais tempo. Isso foi compensado com esse novo contrato [NEGOCIAÇÃO DE AGORA] de três anos".

ARBOLEDA DE SAÍDA?

"A gente não sabe se ele vai sair ou não. Mas sabe que ele será assediado no mercado. É um jogador que expõe para a gente a gratidão pelo São Paulo, por tudo o que o clube fez para ele e para a vida dele. A gratidão pela torcida.

Mas, por outro lado, nos expõe também o desejo de poder jogar na Europa um dia, já tem 27 anos, vive um bom momento, está na seleção. Cabe a nós entender nossa necessidade e também a vontade do atleta.

De um jeito em que a gente possa, ele ficando ou saindo, reconhecer tudo o que ele entrega pelo São Paulo. A entrega, o respeito, a seriedade e todos os momentos que ele viveu. Ele chegou no meio de 2017 e viveu nosso pior momento aqui e foi muito importante desde então".

MENINOS BLINDADOS

Walce, Luan, Liziero, Igor Gomes, Helinho, Toró, Antony, como impedir a saída?

"Do atual elenco ninguém recebeu proposta de fato, só sondagens e questionamentos. E nunca sabemos se é real, de fato. Não falamos com ninguém diretamente. É sempre empresário avisando que tem clube interessado, clube pensando.

Mas a gente não deixa chegar ao ponto final. Pela experiência que temos, quando começa muita coisa assim é porque tem realmente clube atrás. Só o que posso falar é que, para todas essas tentativas de conversa, fechamos as portas. Querem uma reunião para falar sobre um dos meninos? Ok, mas nós não queremos.

A gente tem trabalhado para fechar as portas nesse sentido, para que não cresça esse interesse no momento importante que os meninos vivem."

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