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Chelsea planeja enviar torcedores com comportamento discriminatório a visitas educativas em Auschwitz

Logotipo do(a) Trivela Trivela 11/10/2018 Leandro Stein

© Reprodução O Chelsea possui um histórico de intolerância e racismo em sua parte de torcida, que vem desde os tempos mais incendiados do hooliganismo. As manifestações diminuíram ao longo dos últimos anos, mas ainda há episódios recorrentes, como no caso dos indivíduos que impediram um homem negro de entrar no metrô de Paris, em viagem a um duelo contra o Paris Saint-Germain pela Liga dos Campeões. Já nesta semana, a imprensa inglesa noticia o novo projeto dos Blues para lidar com episódios de racismo e antissemitismo: em vez de banir os responsáveis ou confiscar os carnês de temporada, o clube dará a opção para visitarem Auschwitz, em tour educativo sobre o campo de concentração nazista na Segunda Guerra Mundial.

A ideia seria apoiada por Roman Abramovich, dono do clube, que é judeu. "Se você apenas banir as pessoas, nunca mudará o seu comportamento. Essa política dá a eles a chance de perceber o que fizeram, de quererem se comportar melhor. No passado, nós poderíamos tirá-los da torcida e bani-los por mais de três anos. Agora dizemos: 'Você fez algo errado e tem a opção. Podemos bani-lo ou você pode passar algum tempo com nossos funcionários de diversidade, entendendo o que você fez de errado'", declarou o presidente do clube, Bruce Buck, ao The Sun. Outros veículos de imprensa no Reino Unido, incluindo a BBC, também confirmam as intenções.

"É difícil agir quando um grupo de 50 ou 100 pessoas está cantando. É virtualmente impossível lidar ou tentar tirá-los do estádio. Mas se há indivíduos que podemos identificar, então podemos agir. As viagens a Auschwitz foram realmente importantes e eficazes. Iremos considerar mais, assim como outras coisas que afetam as pessoas", complementa Buck. Em junho, um grupo de 150 pessoas ligadas ao Chelsea, entre funcionários e torcedores, visitou o campo de concentração na Polônia.

A ideia também possui apoio na Federação de Torcedores de Futebol (FSF), assim como nas organizações de torcedores do Chelsea. "A nossa entidade possui um histórico longo de advogar e promover eventos educacionais com torcedores que usaram linguagem discriminatória. Concordamos completamente com Bruce Buck, que simplesmente banir as pessoas não irá mudar seu comportamento ou suas atitudes. Aplaudimos o Chelsea por ser um dos clubes da Premier League a advogar tão claramente por essa abordagem e esperamos que outros sigam o exemplo", declarou Anwar Uddin, gerente de diversidade da FSF, ao Guardian.

Os episódios de antissemitismo no Chelsea geralmente acontecem endereçados ao Tottenham, que possui ligações históricas com a comunidade judaica em Londres. Durante a temporada passada, cânticos discriminatórios foram proferidos por torcedores dos Blues, o que levou o clube a endurecer ainda mais sua postura de combate à intolerância. Em janeiro, os londrinos lançaram o programa "Diga Não ao Antissemitismo", em que providenciam cursos educacionais sobre o tema. As visita a Auschwitz seriam um acréscimo neste sentido.

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