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Chefe da federação de futebol alemã admite erros em caso Ozil, mas nega racismo

Logotipo do(a) Reuters Reuters 26/07/2018

Mesut Ozil participa de treinamento do Arsenal em Cingapura © REUTERS/Edgar Su Mesut Ozil participa de treinamento do Arsenal em Cingapura
O chefe da Federação de Futebol da Alemanha (DFB), Reinhard Grindel, disse nesta quinta-feira que deveria ter deixado mais claro que o racismo é inaceitável depois que o meio-campista Mesut Ozil saiu da seleção por ter enfrentado "racismo e desrespeito" devido às suas raízes turcas.

Ozil, que joga no time inglês Arsenal, foi amplamente criticado depois de ser fotografado ao lado do presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, em maio.

Ele e Ilkay Gundogan, colega de equipe de ascendência turca que também posou com Erdogan, foram vaiados por torcedores alemães em jogos de preparação para a Copa do Mundo da Rússia.

Grindel rejeitou as acusações de racismo de Ozil contra a DFB, mas disse lamentar que a foto tenha sido mal utilizada para justificar "palavras racistas", sem entrar em detalhes.

"Em retrospecto, como presidente eu deveria ter dito claramente o que é óbvio para mim, pessoalmente, e para nós como associação, a saber, que qualquer forma de racismo é insuportável, inaceitável e intolerável", afirmou ele em um comunicado.

A decisão do jogador de 29 anos de deixar a seleção provocou um debate público na Alemanha a respeito de suas relações com sua maior comunidade imigrante, já que Ozil foi um integrante essencial da seleção alemã campeã do mundo em 2014 e foi eleito Jogador do Ano cinco vezes por meio de uma votação popular, um recorde.

Alguns políticos e o líder da comunidade turca na Alemanha pediram a renúncia de Grindel, mas outros disseram que as alegações de racismo de Ozil foram infundadas.

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