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Dois jogaços: sim, o futebol brasileiro é capaz de apresentar qualidade tão boa quanto o europeu

Logotipo do(a) ESPN ESPN 2 dias atrás Ricardo Spinelli, do DataESPN
Jogaço © DataESPN Jogaço

Como ‘medir’ um jogaço? O verbo nos leva a pensar em números e estatísticas. A partir dessa premissa, o desafio elaborado pela equipe do Bate Bola na Veia desta segunda-feira era mostrar como dois jogos deste domingo foram ótimos de se assistir: Manchester City x Liverpool e Santos x Palmeiras.

Independentemente de torcida, quem assistiu a pelo menos uma das partidas, sabe que tivemos boas disputas. E uma forma de comprovar isso é o alto número de finalizações que tivemos nestes “180 minutos”: 26 em Manchester e 37 (!) em Santos. Mesmo assim, isso não quer dizer muita coisa. Afinal, um time pode finalizar muito e simplesmente isolar a bola ou arriscar chutes prensados.

Sendo assim, para qual outro ângulo podemos olhar e literalmente ‘medir’ algo subjetivo? Se finalizações não traduzem o que pode ter sido jogo, que tal quantos passes um time dá no campo de ataque? Infelizmente o número pode mentir mais uma vez. Passes para trás, para o lado, ou só um toquinho despretensioso para frente podem mascarar muitos passes (quantidade, sem objetividade).

Um ‘bom jogo’ é aquele que não sabemos quem vai ganhar. Os dois times atacam, com qualidade, e chegam muitas vezes perto de marcar. Ou seja, um 0x0 muitas vezes é bom porque você – como espectador – sabe que os dois times tiveram tudo para desfazer a inércia das redes. E, para se ter boas chances os times precisam antes de mais nada, ao menos, chegar próximo do gol.

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E é neste sentido que podemos ver de forma simples e rápida (melhor ainda, “estatisticamente”), como o empate inglês e a vitória palmeirense foram legais de se assistir.

Os 4 times infiltraram muito. Foram capazes de criar jogadas e levar seus jogadores às áreas adversárias.

Nos 90 minutos no Ettihad Stadium, o Manchester City teve 41 ações com bola dentro do perímetro mais próximo ao gol do Liverpool. Uma ação com bola é qualquer função tentada por um jogador durante uma partida (drible, passe, finalização, desarme, interceptação, defesa, cruzamento, inversão, disputa aérea, etc). Ou seja, os jogadores do City tentaram alguma coisa 41 vezes dentro da área rival. Na atual temporada da Premier League, a média por jogo de ações com bola dentro da área é de 22,0 para cada time (quase metade da registrada pelos comandados de Pep Guardiola). O Liverpool também registrou bem mais do que a média: 37.

Aconteceu também no duelo da Vila Belmiro. O Santos conseguiu 35 ações com bola dentro da área palmeirense, contra 30 do time alviverde. A média do Campeonato Paulista? Até agora, 17,8.

Podemos discutir se tecnicamente um deve a outro, mas certamente, com relação a emoção e futebol bem jogado, este domingo tivemos dois pratos cheios.

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