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Atleta do Salto com Vara, Augusto Dutra reage a assalto e se machuca

Logotipo do(a) Torcedores.com Torcedores.com 4 dias atrás Aécio de Paula
© Fornecido por Torcedores.com

Augusto Dutra foi um dos representantes do Brasil no último Mundial de Atletismo. Atleta rompeu o tendão do dedo anelar e teve que passar por cirurgia

“Nunca reaja diante de um assalto”. A frase, muito dita pela polícia, serve para todo cidadão. Todo mesmo. Inclusive os atletas de ponta. Ou seja, não é uma regra diferente para Augusto Dutra, do Salto com Vara. O atleta reagiu em um assalto ocorrido no final do ano passado, em São Paulo. Na ocasião, ele perdeu o celular enquanto estava em seu carro. Logo depois, ele chegou a sair do carro e correr atrás do assaltante. “Foi no reflexo, não pensei”, disse ele.

Seja como for, todo o caso resultou em uma ruptura de um tendão da falange distal. A área fica na última articulação do dedo anelar direito. Por isso, ele precisou fazer uma cirurgia. Dessa forma, além da perda do celular, o atleta deve perder também a temporada Indoor de Atletismo desse ano. Ele pode perder inclusive o Mundial de Nanjing, que acontece entre os dias 13 e 15 de março.

Augusto é peça importante do Brasil para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Isso porque ele já tem índice olímpico. Deve ser portanto, ao lado de Thiago Braz, um dos nomes do Brasil no Salto com Vara olímpico. Mas apesar de ter o índice, ele precisa se manter entre os 32 melhores do mundo para garantir a vaga para Tóquio. Neste momento, o atleta está na 9ª posição por pontos.

O assalto

Logo depois de ter seu celular levado, Dutra correu atrás do assaltante. Mas de acordo com ele, acabou sendo atrapalhado por outras crianças que estavam no local. O assaltante conseguiu fugir por um beco escuro. “Um lugar esquisitíssimo, sujo, escuro. Daí fui embora. Na hora não pensei, foi no reflexo. Me transformei, sabe? Fiquei cego”, explicou Dutra.

Apesar de tudo, ele não demonstra arrependimento pelo que fez. “Me arrependo pela parte esportiva porque me prejudiquei. Mas faria de novo. O cara não estava armado e eu deveria ter saído do carro antes para pegá-lo na corrida”, explicou o atleta.

Ele também lembrou o momento exato em que machucou o dedo. “Meu amigo se protegeu e o meu instinto foi de reagir. Pensei que o cara não ia levar meu celular de jeito nenhum. Fui para cima mesmo. Não queria ter mais prejuízo e segurei o braço dele. Ele tentou se desvencilhar, escapou, e eu peguei a manga da sua blusa. Ela rasgou e foi aí que machuquei o dedo”, explicou ele.

Apesar do assalto, a gravidade da contusão do dedo só foi conhecida bem depois. “Foi apenas no segundo ultrassom que a lesão apareceu e ele fez a cirurgia, de junção do tendão ao osso, às pressas, entre o Natal e o Ano Novo”, disse o treinador Henrique Martins. “O dedo influencia muito por causa da pegada na vara. Mas ele acabou de tirar os pontos e já treina, no Clube Pinheiros. Mas, infelizmente, tivemos de abdicar da temporada Indoor. Sua participação no Mundial de Nanjing não está cancelada mas ele não deve ir. Vai depender da sua recuperação”, explicou Martins.

Ainda de acordo com o técnico, a previsão para o retorno aos treinos com vara só deve acontecer no início de fevereiro. Isso dentro de uma previsão mais otimista.

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