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Nova pesquisa americana busca entender o processo de evolução das raças de cachorros

Logotipo do(a) PEDIGREE®PEDIGREE® 14/09/2017 Redação

Cientistas mostram que a origem geográfica das raças é mais importante nas semelhanças genéticas do que a aparência dos pets. © Foto: Shutterstock Cientistas mostram que a origem geográfica das raças é mais importante nas semelhanças genéticas do que a aparência dos pets. Ainda que todos os cachorros sejam da mesma espécie, em termos científicos (Canis lupus familiaris), a variação física entre as raças é impressionante, com espécies criadas para diferentes propósitos ao longo de milhares de anos de convivência entre homens e cães. Uma nova pesquisa, realizada nos Institutos Nacionais de Saúde, nos Estados Unidos, busca entender quais raças carregam mais semelhanças genéticas com outras. O resultado é surpreendente.

Origem geográfica é fator comum

Quem pensa que os cachorros criados para propósitos similares são os mais parecidos entre si, por exemplo, pastores alemães e pastores neozelandeses, está redondamente enganado. O time de pesquisadores, liderado pela geneticista Heidi Parker, avaliou mais de 160 raças e descobriu que o fator geográfico é o que mais tem relevância em termos de semelhanças entre raças. 

Isso acontece porque durante boa parte do convívio entre homens e cachorros, as culturas humanas eram relativamente isoladas entre si, e diferentes raças foram sendo criadas para cumprir determinados propósitos dentro da mesma cultura. Por exemplo: ainda que pugs e Boston terriers sejam mais parecidos, em termos de aparência, pugs tem uma proximidade genética maior com schnauzers. 

Essa é uma situação similar ao emu e o avestruz, aves muito similares da Austrália e África, respectivamente, mas que não compartilham muitas semelhanças genéticas. O fenômeno é conhecido como “evolução convergente” e, no caso dos cães, esse processo tem direcionamento humano, com as populações locais direcionando os propósitos das raças de cachorros para diferentes tarefas.

A explosão das raças

Os cientistas também encontraram evidências que ajudam a confirmar teorias de que os primeiros cães domesticados vêm do centro e do leste da Ásia. A domesticação acabou ganhando o mundo e a primeira leva de adaptações para tarefas específicas começou a se desenhar em torno das sociedades agrárias da antiguidade: cães dedicados a proteger seus donos, guiar rebanhos, caçar roedores e até mesmo companhia foram se desenvolvendo simultaneamente, e com características próprias, em diversas culturas ao redor do mundo.

A pesquisa também revelou um dado curioso: a maior parte das raças criadas nas Américas tem fortes semelhanças genéticas com os pastores alemães modernos, ou seja, é bem provável que algum ancestral comum tenha sido trazido à bordo dos barcos de Colombo e outros exploradores nos séculos XV e XVI. As explosão de raças modernas, no entanto, começou a acontecer bem mais tarde, na Era Vitoriana, na metade do século XIX, quando criadores, com uma compreensão bem mais avançada da genética, começaram a buscar características estéticas nos diferentes tipos de cachorros.

Ainda que todos os cachorros sejam da mesma espécie, em termos científicos (Canis lupus familiaris), a variação física entre as raças é impressionante, com espécies criadas para diferentes propósitos ao longo de milhares de anos de convivência entre homens e cães. Uma nova pesquisa, realizada nos Institutos Nacionais de Saúde, nos Estados Unidos, busca entender quais raças carregam mais semelhanças genéticas com outras. O resultado é surpreendente.


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