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Cachorros preferem morder pessoas ansiosas, diz estudo

Logotipo do(a) Superinteressante Superinteressante 10/02/2018 Lucas Baranyi
Segundo estudo, cachorros preferem morder pessoas ansiosas © iStock Segundo estudo, cachorros preferem morder pessoas ansiosas

Se você já ouviu alguém dizer que é importante não demonstrar medo para cachorros, já que os caninos podem ‘farejar’ o nervosismo e ter uma propensão maior para atacar, saiba que o senso-comum está, mais uma vez, coberto de razão: em um estudo publicado no periódico British Medical Journal, os melhores amigos do homem podem não ter exatamente a capacidade de farejar medo, mas parecem ter respostas mais agressivas ao confrontar pessoas receosas.

Segundo a pesquisa, pessoas mais ansiosas e neuróticas têm mais chance de serem mordidas por cachorros – e a maior parte das vítimas alega não ter conhecido os cachorros algozes.

A Universidade de Liverpool, no Reino Unido, conduziu uma entrevista de e-mail com 1,2 mil moradores da cidade de Cheshire, na Inglaterra – e além de um questionário de personalidade, os pesquisadores desejaram saber sobre experiências agressivas com cachorros, se os ataques levaram a algum tipo de tratamento médico e se os participantes já conheciam os animais em questão.

Mais de 600 pessoas responderam – e, destas, pouco menos de um quarto afirmou ter recebido mordidas. Foram 301 ataques – e um terço deles exigiu algum tipo de tratamento médico. Homens mostraram ter o dobro de experiências, e donos de cachorros demonstraram o triplo de possibilidades. A maioria dos ataques, porém, aconteceram com cachorros cujas vítimas desconheciam (55%).

O padrão mais surpreendente, porém, tem justamente a ver com o medo: pessoas menos estáveis emocionalmente. Cada queda de um ponto em uma escala de 1 a 7 para medir neuroses (sendo sete a maior estabilidade) representou um aumento de 33% na chance de uma mordida.

Ainda que o estudo não comprove uma ligação direta, por A+B, entre ansiedade e mordidas de cachorros, os responsáveis pelo estudo acreditam que, como a maioria destes incidentes ocorrem quando somos crianças, os ataques podem transformar-se em traumas.


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