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Você está sempre na defensiva no relacionamento?

Logotipo do(a) Personare Personare 07/08/2018 Ceci Akamatsu
Você está sempre na defensiva no relacionamento? © Istockphoto Você está sempre na defensiva no relacionamento?

Todos sabemos como pode ser desagradável receber críticas ou lidar com atitudes negativas de pessoa com quem nos relacionamos. Geralmente reagimos, procurando nos defender para logo em seguida atribuir alguma culpa ao outro. Criamos uma justificativa e tentamos apontar os defeitos do outro. Não percebemos que uma atitude tão comum é um dos maiores inimigos dos relacionamentos e de nossa vida em geral.

Se a pessoa parceira reclama que não somos carinhosos, ou que somos muito carentes, nos sentimos ofendidos, diminuídos. Mas o outro  pode não saber que fomos criados com menos demonstrações afetivas e, que por não termos recebido carinho, buscamos isso nas relações, por exemplo.

Muitas vezes nós mesmos não percebemos que esta experiência da infância, ou de outros relacionamentos pode ter ajudado a construir tal postura. Por outro lado, não procuramos compreender que as demandas do outro estão enraizadas nas suas próprias experiências pessoais.

A verdade é relativa nos relacionamentos

Toda relação baseia-se em dois pólos, ou mais. Cada pessoa tem seu ponto de vista, pautado em seus filtros de realidade. Tudo que ela vivenciou e absorveu ao longo de sua vida, desde que estava sendo gerada na barriga de sua mãe, influencia a maneira de enxergar a realidade. E consequentemente, afeta também  seus posicionamentos diante das situações.

Por isso, a noção de verdade se torna tão flexível. Afinal, dentro do que cada um vivencia, há sua razão para pensar, sentir e agir de determinada maneira. Todos têm uma razão, a verdade é relativa. É claro que certas atitudes não são saudáveis para os relacionamentos e para a coletividade ou, por outro lado, para a própria pessoa em sua individualidade. Porém, cada atitude guarda uma motivação que, saudável ou não, existe e tem por base toda a história de vida da pessoa.

O real sentido da compaixão

Geralmente associamos a compaixão à bondade ou a algo religioso. Porém, mais do que isso, associo à nossa saúde em todos os níveis: físico, emocional, mental e espiritual.

Não aprendemos a olhar para as situações e a buscar o que está por trás delas, para assim considerar tudo isso ao analisar as situações. Simplesmente nos deixamos levar pelos sentimentos que os julgamentos superficiais nos trazem. De fato, é um tanto trabalhoso ter um sentimento desagradável (como raiva, baixa autoestima, injustiça) e parar para avaliar o que está por trás da atitude do outro – e das nossas também.

Não aprendemos a olhar para as situações e a buscar o que está por trás delas. Simplesmente nos deixamos levar pelos sentimentos que os julgamentos superficiais nos trazem.

Mesmo quando não conhecemos o histórico do outro, sempre há uma razão para sua forma de agir, por mais errada que ela pareça. Isso não significa que tenhamos que concordar ou achar que o que a pessoa  faz é correto. Porém, nos dá uma noção que o outro é um ser humano, com sua bagagem de vida, suas dores e cicatrizes.

Isso nos ajuda a lembrar que nós também em certas circunstâncias, mesmo sabendo que não é correto e que podemos machucar a nós mesmos e aos outros, ainda assim, simplesmente não conseguimos agir de maneira construtiva. Também temos nossos descontroles, movidos pelas dores acumuladas ao longo da nossa própria vida.

Como treinar a compaixão em seu dia a dia

Da próxima vez que encarar uma situação desagradável, que tal conter sua reatividade? Em vez de atacar o outro e se justificar, procure entender quais dores movem você e o outro nesta situação. Ainda que não consiga agir de tal maneira no momento do conflito, é possível olhar a situação de maneira mais ampla em um momento posterior, se desculpando e conversando com a pessoa parceira, caso seja necessário.

Ainda que seu par não faça o mesmo exercício, quando você faz sua parte, sua atitude diante da pessoa e do relacionamento tende a se transformar. Pode ser que você continue  com o mesmo posicionamento, mas as motivações se tornam mais verdadeiras e compassivas.

Mais do que uma mudança de ação, o que verdadeiramente muda nossas experiências é esta mudança de postura interna, da energia que nos move a partir de dentro. Pois é ela que determina a qualidade de nossas experiências e interações pessoais.

Não temos como evitar todas as vivências negativas em nossa vida afetiva, mas agindo com mais consciência ficamos mais fortes e preparados para lidar com qualquer situação.

Para refletir:

  • Como você age diante das atitudes negativas do parceiro?
  • Quais as situações em que identifica ter uma reação mais defensiva?
  • Você consegue identificar quais padrões negativos você pode ter construído a partir de sua infância?

Você pode realizar os exercícios abaixo para limpar as situações e padrões negativos para ajudar a desenvolver a compaixão em suas relações:

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