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Advogado nega que filho de Flordelis confessou assassinato de padrasto

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 24/06/2019 Da Redação
Barbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói (RJ), fala com a imprensa sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo © Jose Lucena/Futura Press/Folhapress Barbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói (RJ), fala com a imprensa sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo

O advogado Anderson Rollemberg afirmou que irá pedir a anulação da confissão feita pelo Flávio dos Santos, 38 anos, que, segundo a Polícia Civil do Rio, confessou ter dado seis tiros no padrasto, Anderson do Carmo, assassinado no domingo do dia 16, em Niterói, região metropolitana do Rio.

O defensor disse nesta segunda-feira, 24, que o depoimento contém vícios e que seu cliente pode ter sido coagido a assumir a autoria do crime. “Nós vamos contestar a confissão do Flávio. Aquilo ali não é fidedigno, e não retrata a realidade. Não existe confissão. Existe ela formalizada, mas o que tem que ser questionado é se isso é realidade”, disse.

A investigação cita a existência de um vídeo contendo a confissão do Flávio, filho biológico da deputada Flordelis (PSD-RJ), onde ele teria afirmado ter dado seis tiros no padrasto. “Em qual condição ele está dizendo isso? Tem tortura psicológica, tortura física.”

Rollemberg ainda disse que, no momento da possível confissão, Flávio não estava acompanhado de um advogado. Segundo a defesa, essa prática pode desqualificar o depoimento.

Tanto a defesa de Flávio quanto os advogados de Lucas disseram que vão pedir a transferência de seus clientes de onde estão presos, na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, para um presídio. Os dois estão presos temporariamente a pedido da Justiça do Rio.

A deputada eleita pela primeira vez no ano passado tem 55 filhos, sendo que 51 foram adotados. O pastor Anderson foi assassinado em casa a tiros. “Não está esclarecida a motivação, se a execução aconteceu daquela forma que foi narrada, se são só essas pessoas envolvidas. Muita coisa está indefinida”, afirmou a delegada Bárbara Lomba, titular da delegacia que investiga o caso, em entrevista coletiva na última sexta-feira, 21.

Flordelis prestou depoimento nesta segunda, assim como outras 20 pessoas da casa, entre parentes e funcionários.
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