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Alckmin causa alvoroço na PF ao guiar seu próprio carro de SP ao Guarujá

Logotipo do(a) Poder360 Poder360 26/11/2022 Guilherme Waltenberg

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) causou um pequeno alvoroço entre policiais federais neste sábado (25.nov.2022). Escalado para participar de evento do Grupo Esfera, no Guarujá, ele havia desistido de ir por questões familiares. Iria a Pindamonhangaba, sua cidade natal, ver uma parente, que está doente.

O ex-prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), no entanto, ponderou que seria importante ele manter a agenda do Grupo Esfera. Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e diversos governadores participaram e seria uma sinalização relevante. Ligou para o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concordou.

Lula, então, ligou para Alckmin pedindo que ele fosse. Alckmin concordou. Estava em São Paulo, na sua casa no Morumbi. Pegou seu carro, um Jeep Renegade preto, e junto à sua mulher, dona Lu Alckmin, foi para o Guarujá.

Ele não avisou seus ajudantes de ordem, responsáveis pela sua segurança, nem à Polícia Federal. Iniciou o trajeto de São Paulo ao Guarujá. Ao saber da movimentação, policiais federais e militares se mobilizaram para encontrar o futuro vice-presidente na rodovia.

Foram aproximadamente 30 minutos de correria. Enfim encontraram e iniciaram a escolta do veículo.

Ao chegar no Guarujá, porém, Alckmin se perdeu. Ele não usa aplicativos de mapas. Passou em frente ao hotel ao menos duas vezes e não encontrou a entrada. O ex-CEO do Grupo Esfera sugeriu que Alckmin usasse o aplicativo Waze e colocasse o nome do hotel.

Alckmin, porém, não tem Waze em seu celular. Sua mulher, sim. Ela inseriu o nome e os 2 chegaram. Não houve nenhum incidente no caminho. Somente a preocupação.

Alvo de protestos

Geraldo Alckmin sempre teve uma vida modesta. Pessoas próximas a ele o definem como uma pessoa “espartana”.

Na semana que passou, ele foi alvo de provocações em duas ocasiões. Ao tomar um voo comercial de São Paulo a Brasília, ele foi abordado por um apoiador de Jair Bolsonaro (PL), que o chamou de “cúmplice de ladrão”.

Em Brasília, 2 homens também fizeram provocações a ele no hotel que ele se hospeda durante o governo de transição. Nesse último caso, como os homens ofenderam policiais federais que faziam a segurança do governador, acabaram presos por desacato.

Aliados de Alckmin dizem que ele não pretende deixar seu estilo e vida modesto.

DEBATE SOBRE O FUTURO DO BRASIL

O evento é promovido pelo Esfera Brasil. A ideia é discutir os desafios futuros e as soluções para o Brasil 2023-2026. Os painéis contarão com a presença de lideranças políticas eleitas dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, como o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).

Além dele, participam: o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; o governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o presidente do PSD, Gilberto Kassab; os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski; e pelo menos 30 outros convidados, incluindo autoridades dos 3 Poderes, CEOs e intelectuais.

O encontro é realizado em um hotel no litoral de São Paulo. O jornal digital Poder360 transmite o evento pelo canal do YouTube e terá cobertura in loco feitas pelo editor sênior Guilherme Waltenberg e pelo repórter Douglas Rodrigues.

Assista:

Repetir vídeo

Este é o 1º evento de grande magnitude do Esfera Brasil sob a gestão da nova CEO Camila Funaro Camargo. Ela assumiu a chefia do grupo no lugar do pai, João Camargo, que é o novo presidente do Conselho Executivo da CNN Brasil.

No passado, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), e diversas autoridades participaram dos encontros do grupo.

Eis abaixo os painéis do evento e os participantes:

6ª feira

“Os desafios da construção política do país nos próximos 4 anos”, às 14h:

  • Gilberto Kassab, presidente do PSD;
  • Renata Abreu, presidente do Podemos;
  • Marcio Macêdo (PT-SE), deputado;
  • Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco.

“As políticas prioritárias para um Brasil menos desigual e mais sustentável”, às 15h45:

  • Raul Jungmann, diretor-presidente do Ibram e ex-ministro de Segurança Pública do governo Michel Temer;
  • Patrícia Ellen, ex-secretária do Desenvolvimento Econômico de São Paulo;
  • Alexandre Schneider, ex-secretário da Educação da cidade de São Paulo.

“As reformas que o Brasil precisa e o pacto federativo”, às 17h:

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador eleito de São Paulo;
  • Helder Barbalho (MDB), governador reeleito do Pará.

“Tecnologia como engrenagem de crescimento do Brasil”, às 18h15:

  • Felipe Rigoni (União Brasil-ES), deputado federal;
  • Gabriel Galípolo, ex-presidente do Banco Fator;
  • Luiz Tonisi, CEO da Qualcomm.

Sábado

“O novo governo para 2023 – 2026”, às 9h

  • Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente eleito;
  • Floriano Pesaro (PSB), coordenador-executivo do governo de transição;
  • Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte;
  • Emídio de Souza (PT), deputado estadual;
  • Gabriel Galípolo.

“Segurança jurídica e Constituição”, às 10h30

  • Luís Roberto Barroso, ministro do STF;
  • Luis Felipe Salomão, ministro do STJ;
  • Alexandre Cordeiro, presidente do Cade;
  • Pierpaolo Bottini, advogado;
  • Cristiano Zanin, advogado.

“Saneamento: o maior programa de inclusão social do mundo”, às 11h45

  • Luana Pretto, CEO da Trata Brasil;
  • Mauricio Russomanno, CEO da Unipar;
  • Felipe Rigoni;
  • Gabriel Galípolo.

“Judiciário no Brasil: equilíbrio e segurança”, às 12h45

  • Ricardo Lewandowski, ministro do STF;
  • João Otávio Noronha, ministro do STJ;
  • Benedito Gonçalves, ministro do STJ;
  • Paulo Sergio Domingues, futuro ministro do STJ;
  • Cristiano Zanin, advogado;
  • Benedito Mariano, especialista em segurança pública.

“Os desafios da economia e o desenvolvimento nacional”, às 14h15

  • Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central;
  • Bruno Dantas, presidente interino do TCU;
  • Carlos Fonseca, gestor de fundos.

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