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Assassinato de Marielle Franco completa três meses sem respostas

Logotipo do(a) AFPAFP 14/06/2018
(Arquivo) Foto mostra manifestação na Lapa, bairro do Rio de Janeiro, marcando um mês da morte da vereadora Marielle Franco, em 14 de abril de 2018 © Fornecido por AFP (Arquivo) Foto mostra manifestação na Lapa, bairro do Rio de Janeiro, marcando um mês da morte da vereadora Marielle Franco, em 14 de abril de 2018

Quem matou Marielle Franco? Essa é a pergunta que continua sendo feita pelos brasileiros três meses após o brutal assassinato da vereadora que se destacou por ser negra e defensora dos direitos humanos.

"É fundamental que continuemos cobrando a justiça. Principalmente entendendo que vivemos num país que tem memória tão curta", disse a viúva de Marielle, Monica Benício, em um ato organizado nesta quarta-feira (13) pela Anistia Internacional em frente ao prédio do Ministério Público no Rio de Janeiro.

Embora os primeiros indícios apontem que as milícias estariam por trás desse crime, o ministro da Segurança Pública, Raúl Jungmann, reconheceu que ainda há muitas dúvidas.

"Esse é um crime de desvendamento complexo. Pelo menos até onde eu saiba, (...) não se tinha informação do motivo. Qual foi a ameaça? Qual foi o conflito em que Marielle se envolveu para que acontecesse essa tragédia que aconteceu com ela?", questionou Jungmann em entrevista à rádio CBN.

O ministro também ressaltou que outros casos emblemáticos demoraram mais de 90 dias para serem solucionados.

Entretanto, a Anistia enfatizou em um comunicado que "a falta de justiça é insuportável" especialmente para outros defensores dos direitos humanos que agora andam com medo.

A organização destacou o alto grau de preparação do crime, lembrando que as câmeras de circuito fechado de televisão próximas à cena do crime foram desligadas pouco antes dos disparos.

Acrescentou também que, conforme foi informado pela imprensa, a arma usada no assassinato da vereador pode ter sido pertencente ao arsenal da Polícia Civil, que investiga o caso.

Marielle Franco, uma socióloga de 38 anos da favela da Maré e vereadora do PSOL, foi assassinada a tiros em 14 de março dentro de seu carro no centro de Rio junto com o motorista Anderson Gomes.

Marielle foi uma firme defensora de minorias, em particular das mulheres negras e da comunidade LGBT, e uma crítica da violência policial nas favelas e da intervenção militar no Rio, ordenada neste ano pelo presidente Michel Temer.

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