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Carne Fraca: Agricultura exonera superintendentes investigados

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 20/03/2017 Guilherme Venaglia
Gil Bueno de Magalhães e Júlio César Carneiro, funcionários do Ministério da Agricultura que foram exonerados em decorrência da operação 'Carne Fraca' da PF: Exonerados da operação ‘Carne Fraca’ © image/jpeg Exonerados da operação ‘Carne Fraca’

Em ofício publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) exonerou os superintendentes da pasta no Paraná e em Goiás, dois dos Estados onde foi deflagrada na última sexta-feira a Operação Carne Fraca. A investigação da Polícia Federal apura um esquema de corrupção envolvendo fiscais do ministério e empresas do setor agropecuário.

Em ofício, assinado pelo secretário-executivo Eumar Roberto Novacki, Gil Bueno e Júlio Carneiro, titulares no Paraná e em Goiás, respectivamente, foram afastados definitivamente dos cargos que ocupavam. Como superintendentes nos Estados, eles tinham a responsabilidade de serem os principais representantes locais do ministério.

Conforme decisão do juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal do Paraná, ambos são investigados por irregularidades, sendo que Bueno foi alvo de mandado de prisão preventiva e Carneiro, de condução coercitiva. Na sexta-feira, imediatamente após a operação, Novacki anunciou que 33 servidores da pasta tinham sido afastados e três frigoríficos fechados.

Tiveram os trabalhos interrompidos uma unidade de produção em Mineiros (GO), pertencente à gigante BRF, e duas da empresa Peccin Agroindustrial, em Jaraguá do Sul (SC) e Curitiba (PR). Em nota, a BRF afirmou que “cumpre as normas” e tem “rigorosos processos e controles”. “A BRF assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua”, diz o texto. Já a Peccin Agroindustrial, procurada, afirmou que não vai se manifestar neste momento.

Crítica

Neste domingo, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT), criticou a “narrativa” da Operação construída pela PF. Para Maggi, a pasta deveria ter sido consultada pelos investigadores, para esclarecer pontos que são práticas comuns do setor, mas que foram considerados irregulares pela Carne Fraca.

Ele citou um dos casos descobertos que mais repercutiu, que seria o de um frigorífico onde papelão teria sido misturado à carne comercializada. O ministro chamou de “idiotice” essa declaração, uma vez que considera evidente o fato de que o uso do material seria referente à embalagem, acrescentando que essa “narrativa” pode levar a “criar fantasias”.

Por fim, o ministro da Agricultura informou que a PF justificou a ausência da participação da pasta por esta ter servidores entre os investigados. Ele ressaltou, no entanto, que  a partir de agora as investigações contarão com a colaboração do órgão.


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