Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Dia dos Pais: BH tem domingo 'normal' após 100 mil mortos

Logotipo do(a) EM.com.br EM.com.br 09/08/2020 Déborah Lima
Após 100 mil mortes, 'um domingo normal' na pista de caminhada da Avenida Bandeirantes, no Bairro Mangabeiras, com pessoas sem máscaras ou usando incorretamente © Leandro Couri/EM/D.A. Press Após 100 mil mortes, 'um domingo normal' na pista de caminhada da Avenida Bandeirantes, no Bairro Mangabeiras, com pessoas sem máscaras ou usando incorretamente

O Brasil superou a triste marca de 100 mil mortos pela COVID-19 nesse sábado (8). Mesmo assim, algumas pessoas insistem em burlar o isolamento social e provocar aglomerações nas ruas aos domingos. Como o Estado de Minas tem mostrado aos fins de semana, os ‘furões da quarentena’ praticam atividades físicas lotando as pistas de caminhada em Belo Horizonte.

Nesta manhã (9), mais um domingo “normal” foi registrado na Avenida Bandeirantes, no Bairro Mangabeiras, Região Centro-Sul da capital. Moradores praticaram exercícios sem máscaras ou usando-as incorretamente (sem cobrir o nariz e boca).

Passeio de Dia dos Pais

Na modalidade segurança, Bruno Chaves e Silva e a filha Maya Lage e Silva, de apenas um ano e meio, passeiam perto de casa, na Avenida Celso Porfírio Machado, no Belvedere, para aproveitarem o Dia dos Pais.

Pai e filha passeiam de bicicleta para curtir o Dia dos Pais © Leandro Couri/EM/D.A. Press Pai e filha passeiam de bicicleta para curtir o Dia dos Pais

“Todo domingo é o dia da gente passear de bike. Nós dois juntos”, conta o pai, usando máscara e ciente das medidas de prevenção ao contágio do novo coronavírus. “É um veículo que anda só nós dois. A gente vai dando tchau pra todo mundo de longe”, disse.

Reabertura do comércio

Em coletiva de imprensa na última terça-feira (4), onde o prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou a reabertura parcial do comércio, ele ameaçou voltar à “fase zero” caso a população não cumpra rigorosamente as medidas de higiene e de distanciamento social na cidade.

"Esperamos que a população entenda que a pandemia não passou. Ela (população) tem a responsabilidade de saber manter as máscaras, o distanciamento. Vai depender dela o novo fechamento ou a nova abertura da cidade", ressaltou o prefeito, acompanhado do secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, e dos infectologistas Carlos Starling, Estevão Urbano e Unaí Tupinambás.

Retrospectiva dos ‘furões de fim de semana’

26 de julho - sábadoPolícia acaba com aglomeração em festa, em sítio de Esmeraldas, na Grande BH, onde havia cerca de 100 pessoas. No evento, foram apreendidas buchas de maconha, 15 comprimidos de ecstasy e três armas de fogo.

19 de julho - domingoVôlei no Buritis e funk no Barreiro retratam que o desrespeito ao isolamento não tem classe social e flagrantes ocorrem em várias regiões da cidade.

4 de julho - sábadoTuristas burlam decreto mais uma vez e derrubam tapumes para ir ao Topo do Mundo. Mesmo com proibição imposta pela prefeitura de Brumadinho para conter o coronavírus, tradicional ponto turístico da região metropolitana recebeu visita de muitas pessoas, a maioria sem máscaras.

28 de junho - domingoPolícia acaba com a 'farra' dos furões da quarentena no Topo do Mundo. Aglomerações no mirante localizado na Serra da Moeda são recorrentes nos fins de semana. Nem tapumes metálicos impedem acesso de pessoas que insistem em desrespeitar as recomendações das autoridades de saúde.

31 de maio - domingoCarros nas ruas e gente se exercitando. Fluxo intenso de veículos no Anel Rodoviário e em bairros das regiões Oeste e Noroeste. Em pistas de cooper, muitas pessoas caminhavam sem máscara.

17 de maio - domingoBar no Buritis quebra quarentena e é interditado. De acordo com a Subsecretaria de Fiscalização, foi a segunda vez que o bar, na Avenida Mário Werneck, burlou o decreto assinado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). O estabelecimento teve o alvará recolhido na outra ocasião. Por permanecer aberto, foi interditado.

9 de maio - sábadoNa véspera de Dia das Mães, o Mercado Central teve aglomerações. Contrariando decreto de contenção ao coronavírus, lojas de artesanatos, flores e bichos abriram as portas; público reclamou da crise, mas fez questão de garantir o presente. Em Nova Lima, bares foram autuados após denúncias de aglomeração. No mesmo dia, bombeiros tiveram que resgatar uma mulher que caiu de cachoeira em Santana do Riacho, na Região Metropolitana de BH.

3 de maio - domingoComo em outros domingos e feriados, muitas pessoas desobedeceram as instruções das autoridades sanitárias e tomaram as pistas de corrida e caminhada de Belo Horizonte. A reportagem do EM percorreu seis locais usados para a prática de exercícios físicos em várias regiões da cidade e quase todos tinham grande volume de gente. E o pior: com muitas pessoas sem máscara, inclusive aquelas pertencentes ao chamado grupo de risco da COVID-19, com maiores de 60 anos, infringindo decreto da prefeitura.

25 de abril - sábadoCom as praças fechadas por grades de metal e vigiadas pela Guarda Municipal para evitar aglomerações durante a pandemia da COVID-19, pessoas que insistem em se exercitar ao ar livre se aglutinaram em outros espaços. Neste que foi o primeiro fim de semana com as regras de controle social como uso obrigatório de máscaras, caminhantes, corredores, ciclistas e skatistas desafiaram o perigo de contágio do novo coronavírus e tomaram ruas de bairros no Mangabeiras (Região Centro-Sul de BH) e na região da Pampulha.

19 de abril - domingoSem máscaras e em grupos, corredores furam isolamento em BH. Movimento era moderado nas principais vias de caminhadas da capital. Guarda Municipal marcou presença para monitorar aglomerações.

11 de abril - sábadoLojas de chocolate de Belo Horizonte peitam decreto de quarentena em véspera de Páscoa. Fechada pela Guarda Municipal, unidade das Lojas Americanas abriu e foi novamente interditada. Outros estabelecimentos funcionaram com portas semicerradas e atendimento na calçada.

5 de abril - domingoAinda sem grades impedindo o acesso, orla da Lagoa da Pampulha esteve lotada. O local, que é um dos principais cartões postais da cidade, esteve praticamente com o mesmo movimento de uma manhã de domingo fora da pandemia.

4 de abril - sábadoAgentes da Guarda Municipal que faziam patrulhamento na Região Noroeste de Belo Horizonte fecharam vários estabelecimentos comerciais abertos na Avenida Abílio Machado. Durante a manhã, uma aglomeração de pessoas se formou no local depois que bares e lojas abriram as portas, contrariando decreto municipal emitido pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) em 20 de março.

[NOTICIA1604864]

Mais de EM.com.br

image beaconimage beaconimage beacon