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Estudante agredido na greve geral por PM recebe alta

Logotipo do(a) HuffPost Brasil HuffPost Brasil 11/05/2017 Marcella Fernandes
Estudante de Ciências Sociais Mateus Ferreira, 33 anos, foi agredido por PM com cassetete em protesto na greve geral. © Fornecido por Abril Comunicações S.A. Estudante de Ciências Sociais Mateus Ferreira, 33 anos, foi agredido por PM com cassetete em protesto na greve geral.

Após treze dias internado no Hospital de Urgência de Goiânia (HUGO), o estudante de Ciências Sociais Mateus Ferreira, 33 anos, recebeu alta e passe bem, de acordo com o último boletim médico.

Ele foi atingido por um cassetete de um policial militar no rosto em protesto na greve geral em 28 de abril. O golpe causou traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas e ele precisou passar por um procedimento de reconstrução facial.

Mateus havia sido transferido na última terça-feira (9) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a enfermaria. Apesar da melhora, ele ainda precisará de uma nova cirurgia para inserir uma placa de metal na testa e será internado na próxima quarta-feira. A informação foi dada pela família ao jornal local O Popular.

Uma gravação divulgada nas redes sociais mostra a agressão ao estudante na Praça do Bandeirante com a Avenida Anhanguera, no setor Central, em Goiânia, após confusão entre manifestantes e policiais. O protesto era contra as reformas trabalhista e previdenciária, propostas pelo governo de Michel Temer.

Investigação

A Polícia Militar de Goiás afastou das ruas o capitão Augusto Sampaio, subcomandante da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar, identificado como autor da agressão.

Ele segue trabalhando administrativamente. A investigação tem um prazo de 30 dias para ser concluída.

Na última quinta-feira (4), a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar abuso de autoridade do capitão da PM. O delegado titular do 1º Distrito Policial da capital, Izaías de Araújo Pinheiro, informou que recebeu pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e começou as investigações.

Em entrevista coletiva no último dia 2, o secretário de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, disse que os responsáveis devem responder pelos atos.

Vamos usar todo rigor na apuração, obviamente com o direito à defesa (...) Sem leniência, sem passar a mão por cima, sem fazer de conta que não aconteceu. Obviamente, estamos diante de um caso muito grave, que tem que ser gravemente apurado e, comprovadas as culpas, gravemente punido.

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Membro do Movimento dos Sem-Teto durante manifestação contra Reforma Trabalhista. Estudante agredido na greve geral por PM recebe alta


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