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Faca usada por Adélio para atacar Bolsonaro vai para museu em Brasília

Logotipo do(a) Correio Braziliense Correio Braziliense 11/09/2019 Bernardo Bittar

  © Foto: Raysa Campos Leite/Reuters

A faca usada no ataque ao presidente Jair Bolsonaro, durante a campanha de 2018, será transferida para o Museu Criminal da Polícia Federal (PF), em Brasília, após decisão da Justiça. O juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG) atendeu a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e da PF, considerando haver "relevante valor histórico" no instrumento.

A lâmina de 30 cm enfiada na barriga do presidente por Adélio Bispo de Oliveira estava há quase um ano em posse da Polícia Federal. Para o magistrado, a peça represente a violência sofrida por Bolsonaro e, sobretudo, "simboliza, a partir de uma ótima mais ampla, a agressão cometida contra o próprio regime representativo e democrático de direito".

Bruno Savino diz que o interesse na conservação do objeto "preserva a história política recente do país". A peça foi usada como prova no processo que concluiu ser Adélio o culpado pelo crime. O interesse em armazenar a faca foi informado à Justiça pela diretoria da Academia Nacional de Polícia, núcleo de formação da PF, com a justificativa de que a arma foi periciada pela corporação durante as diligências sobre o atentado.

Além da faca, serão repassadas à PF as hastes usadas na perícia que deu argumentos à investigação. O material será entregue ao delegado responsável pelo caso, Rodrigo Morais, que deverá encaminhar as peças ao museu. Por causa da facada, Jair Bolsonaro precisou ser operado quatro vezes. A última delas ocorreu no domingo (08/09), o que afasta o presidente das atividades oficiais até quinta-feira (12/09).

Adélio Bispo está preso desde o crime no presídio federal de Campo Grande (MS). Ele foi declarado imputável (ou seja, incapaz de responder pelas próprias atitudes) por ter insanidade mental. Assim, recebeu da Justiça a chamada absolvição imprópria —quando o réu é culpado mas não pode ser punido. Adélio está recusando tratamento psiquiátrico.

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