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João de Deus se entrega à polícia e é preso em GO

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 16/12/2018 Da redação
João de Deus jurou inocência em sua última aparição pública, no dia 12 © Walterson Rosa João de Deus jurou inocência em sua última aparição pública, no dia 12

O médium João de Deus se entregou à polícia neste domingo, 16, nas proximidades de Abadiânia (GO) e foi preso, por volta das 16h30. A informação foi confirmada pelo criminalista Alberto Toron, que representa o líder espiritual acusado por mais de 300 mulheres de abuso sexual. Ele estava foragido e negociou sua rendição com as autoridades.

No último dia 12, João de Deus retirou 35 milhões de reais de contas e aplicações financeiras após as primeiras denúncias de abuso sexual, segundo informações do Ministério Público e da Polícia Civil de Goiás. A movimentação financeira suspeita acelerou o pedido de prisão preventiva, determinado pela Justiça na tarde de sexta-feira 14. 

Em virtude de sua idade (76 anos) e da natureza do crime de que é acusado, a expectativa é de que ele fique em uma cela individual.

Os relatos de abuso sexual vieram à tona há uma semana, quando o programa Conversa com Bial, da Rede Globo, apresentou depoimentos de mulheres que se sentiram abusadas. Dois dias depois que os primeiros relatos foram divulgados, o Ministério Público e a Polícia Civil de Goiás formaram forças-tarefas para investigar os casos. Já foram coletados mais de 330 depoimentos. Desse total, 30 mulheres formalizaram até o momento as acusações.

Nesta semana, somente na cidade de Abadiânia, onde funciona a Casa Dom Inácio, foram iniciados três inquéritos. Eles se juntam a outros três que já haviam sido abertos antes de os depoimentos contra João de Deus serem divulgados na TV.

Uma das mulheres que o denunciaram foi sua própria filha, Dalva Teixeira, de 49 anos. Em entrevista exclusiva a VEJA, ela relatou o calvário pessoal que enfrentou a partir dos 10 anos de idade. “Meu pai é um monstro”, contou Dalva. 

João de Deus não é visto publicamente desde quarta, quando visitou a casa Dom Inácio de Loyola e, em pronunciamento rápido, garantiu inocência e disse estar a disposição da Justiça. Depois de a prisão preventiva ser decretada, a Polícia Civil já percorreu mais de 20 endereços em busca do médium. Sua casa em Abadiânia, no entanto, ainda não foi alvo de buscas.

(Com Estadão Conteúdo

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