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Jovem morto era obreiro em igreja e planejava o noivado, diz tia

Logotipo do(a) Agência O GloboAgência O Globo 13/03/2018 Agência O Globo -
Matheus Melo com a namorada, Dayane Galdino, com quem pretendia noivar. © Foto: Arquivo pessoal Matheus Melo com a namorada, Dayane Galdino, com quem pretendia noivar.

Matheus Melo, de 23 anos, frequentava a Igreja Evangélica Missão da Fé, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio, onde havia sido consagrado auxiliar de obreiro — função de auxiliar do líder religioso dentro de uma igreja. O jovem foi morto após deixar a namorada, Dayane Galdino, de 21 anos, com quem já fazia planos para o noivado, no Jacarezinho, favela onde morava. Ele foi morto, segundo a tia Elen Cristina, por policiais militares que dispararam contra o jovem. Técnico em segurança, ele trabalhava na Fiocruz.

— Não houve blitz. Quando acabou o refúgio (reunião na igreja em que Matheus participava) ele foi deixar a namorada em casa. Na volta, policiais atiraram contra ele na (Avenida) Dom Hélder Câmara, perto da Cidade da Polícia — lamenta a tia.

Matheus tinha uma irmã de 19 anos, Thaís Melo de Castro, além dos pais, Wellington Castro e Elaine Melo. O jovem estudou no Colégio Estadual Professor Clóvis Monteiro, em Higienópolis. Matheus nasceu no dia 23 de agosto.

CASO OCORREU ÀS 22H

Matheus, contam os parentes, foi atingido em um dos braços e na região do tórax. Ferido, ele chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos por homens que estavam na avenida.

— Ele estava em um refúgio jovem. Quando o grupo de moças e rapazes da igreja se reúnem para ensaiar louvores, fazer algumas orações e desabafar e trocar experiências sobre suas vidas. O Matheus estava dirigindo o encontro desta segunda-feira. No final, ele levou a namorada em casa, no Jacarezinho. Na volta, se deparou com uma viatura. Em vez de parar ou abordar, atiraram nele — relatou a tia do jovem, Elen Cristina, que complementou. — Na Avenida Dom Hélder Câmara, uns viciados (em entorpecentes) viram a cena e levaram o Matheus até a UPA (de Manguinhos) em uma “burrinha” (espécie de carrinho de mão).

A família de Matheus está em estado de choque com a morte repentina do jovem. Parentes contaram que dezenas de amigos —"cerca de cem pessoas" — foram até a porta da unidade de saúde depois de tomarem conhecimento sobre o que ocorrera com a vítima.

— É uma dor muito grande. Parece que nos arrancaram um pedaço à força. Meu irmão está transtornado e minha cunhada precisou ser dopada. Só a misericórdia! Eles estão muito mal — afirmou a tia de Matheus. — Um menino divertido e muito alegre. Faltam palavras para falar do perfil dele. Era técnico em segurança e trabalhava na parte ambiental da Fundação Oswaldo Cruz.

A namorada de Matheus também ficou em estado de choque depois que ficou sabendo da morte do rapaz. Ele pensava em ficar noivo e se casar com ela.

— Eram os projetos dele, o sonho dele. E tudo acabou assim desse jeito. — desabafou a tia da vítima.

De acordo com moradores da região, no momento em que Matheus foi baleado não ocorria confronto nem tiroteio na Avenida Dom Hélder Câmara.

Na mesma região onde ocorreu a morte do jovem, mas numa situação, a princípio, distinta, um ônibus foi incendiado na Avenida dos Democráticos, no fim da noite desta segunda-feira. De acordo com a PM, o incêndio teria sido provocado por um bando naquela área. O fogo foi controlado por bombeiros.

A situação estava tensa na comunidade, já que, ainda conforme informou a corporação, criminosos atacaram a base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos. Houve tiroteio. Neste caso, não há informações de pessoas feridas.

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