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Justiça do Distrito Federal nega liberdade a hackers suspeitos de invasão

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 6 dias atrás Da Redação
Gustado Henrique Elias Santos e Walter Delgatti Neto, dois dos suspeitos presos por terem invadido o celular de autoridades © Montagem/Facebook/Reprodução Gustado Henrique Elias Santos e Walter Delgatti Neto, dois dos suspeitos presos por terem invadido o celular de autoridades

A Justiça Federal no Distrito Federal decidiu manter presos os suspeitos de invadirem os celulares de autoridades, entre elas o ministro Sergio Moro (Justiça) e o procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público. Os acusados Walter Delgatti Neto, Danilo Cristiano Marques, Gustavo Elias Santos e Suelen de Oliveira foram presos na operação Spoofing, da Polícia Federal, no último mês de julho.

De acordo com o canal Globo News, a Polícia Federal argumentou que somente a detenção de Delgatti, conhecido como Vermelho, era necessária. Mas o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do DF concordou com o Ministério Público, que pediu a manutenção da prisão de todos os suspeitos.

As mensagens trocadas entre Moro, então juiz federal, e o procurador Deltan Dallagnol foram divulgadas pelo site The Intercept Brasil, o que deu origem a uma série de questionamentos sobre sobre a atuação e imparcialidade dos dois no âmbito da Operação Lava Jato. Desde agosto, o magistrado converteu a prisão dos quatro em preventiva (por tempo indeterminado).

De acordo com as investigações, a invasão aconteceu a partir do acesso a um código enviado pelos servidores do aplicativo Telegram para entrar na conta do aplicativo. Segundo a PF, os presos foram identificados a partir dos registros cadastrais fornecidos pelos provedores de internet. 

Em depoimento à PF, Delgatti detalhou como uma cadeia de invasões o levou a contatos dos principais nomes da República. Afirmou também ser o responsável pelo conteúdo das mensagens publicadas pelo The Intercept Brasil. O suspeito disse que chegou até Glenn Greenwald, responsável pelo site, por meio da ex-deputada Manuela D’Ávila, que confirmou ter sido a ponte entre o invasor e o jornalista e entregou seu celular para análise.

Delgatti Neto também disse que não editou os diálogos de membros da Lava Jato e que não recebeu nenhum valor em troca das mensagens de autoridades.

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