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Justiça suspende prisão domiciliar e Roger Abdelmassih voltará à prisão

Logotipo do(a) Estadão Estadão 13/08/2019 Bruno Ribeiro

SÃO PAULO - A juíza Andréa Barreira Brandão, da 3ª Vara de Execuções Criminais de São Paulo, determinou a suspenção do benefício de prisão domiciliar do ex-médico Roger Abdelmassih. A decisão se dá diante de denúncias de que ele teria ingerido medicamentos para simular problemas de saúde falsos. A juíza determinou que o médico vá para o Hospital Penitenciário do Estado e que sua saúde seja monitorada no complexo por ao menos 30 dias.

O ex-médico foi condenado a 181 anos de prisão, acusado de estuprar 37 pacientes. Ele já foi um dos principais nomes da reprodução assistida no País, antes de as denúncias de suas pacientes surgirem.

Abdelmassih cumpria pena desde 2014 na Penitenciária Doutor José Salgado Filho, em Tremembé (prisão que tem o apelido de "presídio dos famosos" por abrigar condenados que ganharam notoriedade), mas obteve e 2017 o direito de progreção para a prisão domiciliar por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski. O ministro considerou pedido da defesa do ex-médico, que relatava frágil estado de saúde do preso, que tem 78 anos.

Entretanto, neste ano, uma denúncia de que a fragilidade havia sido induzida pelo próprio médico, por meio da ingestão de remédios, chegou à Justiça. Ele teria obtido ajuda de outro médico, também condenado, que assim como Abdelmassih cumpria pena em Tremembé.

Ao enviar Abdelmassih para o hospital penitenciário, a juíza afirmou que "necessário se faz que o sentenciado permaneça em ambiente controlado, recebendo o arsenal terapêutico de forma regular e sob supervisão médica, até a realização de nova perícia judicial".

A reportagem tenta contato com a defesa do médico, mas até as 17h45 não havia conseguido.

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