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Mortes por coronavírus no Brasil sobem para 77, diz Ministério da Saúde

Logotipo do(a) Estadão Estadão 26/03/2020 André Borges e Emilly Behnke
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no salão oeste do Palácio do Planalto © Dida Sampaio/Estadão O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no salão oeste do Palácio do Planalto

BRASÍLIA - O número de mortes pela covid-19 chegou a 77 nesta quinta-feira (26), corrigiu o Ministério da Saúde, depois de ter anunciado 78 óbitos. Em relação a ontem, houve um aumento de 20 casos, quando o registrado foi 57 óbitos. O Ministério da Saúde informou que são 2.915 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, o número representa 482 novas confirmações em relação à última atualização dos dados da pandemia no País. O índice de letalidade está em 2,7%.

Os estados com maior número de infectados são São Paulo (1052), Rio de Janeiro(421), Ceará (235) e o Distrito Federal (200). A maior parte do óbitos pela doença também ocorreram em São Paulo (58). O Rio registra nove mortes, Pernambuco e Ceará três cada, enquanto Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Amazonas e Goiás registraram um óbito cada.

Se observada as idades das pessoas contaminadas em estado grave, o maior grupo de risco até o momento está concentrado entre 60 e 79 anos. De um total de 391 casos graves avaliados, cerca de 80 pessoas tinham entre 60 e 69 anos e outras 70 pessoas, entre 70 e 79 anos. Há alto registro, porém, de pessoas contaminadas com idade entre 30 e 49 anos, que somam cerca de 110 casos.


No quadro de vítimas fatais, porém, o perfil dos óbitos mostra uma concentração entre idosos. Entre os 59 casos avaliados até o dia 26 de março, quase 40 são de pessoas com idade entre 70 e 89 anos.

“Os dados mostram que as maiores vítimas são os idosos, mas também qualquer pessoa que tenha cardiopatia ou diabetes”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

Dos 391 casos graves registrados até agora em todo o País, 341, o equivalente a 88%, estão em UTIs. As demais 50 pessoas estão internadas, em acompanhamento. Desses casos, 58% são homens e 42%, mulheres. Quando observados os óbitos, 68% são homens e 32%, mulheres

Nesta quinta-feira, o Brasil completa um mês desde a ocorrência da primeira morte no País. São Paulo continua a concentrar o maior número de casos e mortes no País. Já foram registrados até agora 58 mortes em São Paulo e 1.052 casos confirmados. O Rio de Janeiro tem 421 casos confirmados e nove óbitos.

Os demais Estados que já confirmaram mortos no Brasil são Amazonas (1), Ceará (3), Pernambuco (3), Goiás (1), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (1), somando as 77 mortes registradas até as 15h00 de hoje.

Os números mostram o avanço da Covid-19 no Brasil desde 25 de fevereiro, quando um homem de 61 anos com histórico de viagem para a Itália testou positivo para a doença. Desde então, Estados já decretaram emergência em saúde e calamidade pública, e em reunião virtual com o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) na quarta-feira, governadores reiteraram os procedimentos de isolamento adotados para conter a pandemia do novo coronavírus. A manutenção das medidas é recomendada por epidemiologistas e infectologistas.

Em entrevista coletiva ontem, o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que “temos que melhorar esse negócio de quarentena, não ficou bom. Foi precipitado, foi desarrumado". Aliados no DEM interpretaram a fala como um recuo estratégico após pronunciamento de Jair Bolsonaro em rede nacional na terça-feira, 24, quando o presidente voltou a falar em "histeria" em torno da pandemia do novo coronavírus e criticou o fechamento de escolas, entre outras medidas adotadas por governos e municípios.

Sob pressão, Mandetta, que muitos achavam que até poderia deixar o cargo por causa da pressão de Bolsonarosuavizou o tom e negou a intenção de deixar a equipe. Ele procurou dizer, durante a entrevista de quarta-feira, que sua preocupação é com a saúde e a vida das pessoas, e que as quarentenas impostas pelos Estados têm prejudicado, inclusive, o trabalho médico.

A voz dissonante foi do vice-presidente Hamilton Mourãoque continuou defendendo o isolamento social. “A posição do nosso governo, por enquanto, é uma só: isolamento e distanciamento social. Isso está sendo discutido e ontem (terça-feira, 24) o presidente buscou colocar. Pode ser que ele tenha se expressado de uma forma, digamos assim, que não foi a melhor”, afirmou.


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