Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Prefeitura interdita alça de acesso à Via Dutra por riscos estruturais

Logotipo do(a) Estadão Estadão 23/01/2019 Bruno Ribeiro e Marco Antônio Carvalho
Interdição na alça de acesso à Rodovia Presidente Dutra © Marco Antônio Carvalho/Estadão Interdição na alça de acesso à Rodovia Presidente Dutra

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo decidiu interditar, por prazo indefinido, nesta quarta-feira, 23, a alça de acesso da pista expressa da Marginal do Tietê para a pista expressa da Rodovia Presidente Dutra, na zona norte de São Paulo, após a detecção de danos na estrutura, que passa por cima do Rio Tietê. Duas faixas da pista expressa da marginal, próximas à alça, estão fechadas.

"É um dano na viga semelhante ao que tivemos lá no viaduto da Marginal do Pinheiros, o que levou a equipe da Prefeitura a constatar que, dia a mais, dia a menos, a gente teria o que tivemos no viaduto da Marginal do Pinheiros, razão pela qual resolvemos interditar a ponte", disse o prefeito Bruno Covas (PSDB). "A empresa contratada pela prefeitura para elaborar o laudo apontou hoje pela manhã que havia um dano na viga. Nossa equipe veio aqui constatar", afirmou.

Como a Dutra é uma rodovia federal, Covas afirmou ter entrado em contato com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para informar sobre a decisão. "Eu mesmo já falei com o ministro porque a ponte é do governo federal, do Dnit. Nos colocamos à disposição para ajudar e se for o caso fazer a recuperação da viga".

"Estamos à disposição do governo federal, que ficou de até amanhã dar resposta se eles vão fazer ou se podemos começar a fazer (os reparos) e depois a gente verifica de que forma o governo federal vai ressarcir a prefeitura de São Paulo", completou o prefeito.

São dois problemas estruturais. Um é um dano na viga de apoio e outro é uma fissura na estrutura.

A alça é um dos acessos da capital para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Uma alternativa é usar a Rodovia Ayrton Senna. A Prefeitura estima que 50 mil veículos passem por ali diariamente.

Ainda segundo Covas, a Prefeitura ainda está verificando as ações viárias que podem ser adotadas para mitigar os impactos no trânsito. "A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está verificando de que forma o trânsito vai ser modificado, porque o fluxo aqui é muito intenso." Ele afirmou que "conta com a colaboração da população, que vai ter de buscar rotas alternativas."

Até as 20h, a interdição provocava um congestionamento de 15 quilômetros no sentido Ayrton Senna da marginal, quase um quarto de dos 50 quilômetros de trânsito da cidade. Equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estão na área da interdição.

A necessidade de interdição foi detectada após uma vistoria que está sendo feita em pontes e viadutos da cidade, motivada pela queda do viaduto da Marginal do Pinheiros, em novembro do ano passado, que mantém a via interditada desde então. As obras ali duram pelo menos até maio, segundo a Prefeitura.

A Prefeitura havia anunciado plano para vistoriar, em uma primeira etapa, 34 construções.Ela já havia detectado sinais de riscos estruturais em 8 dos 11 locais inspecionados até o último dia 15 de janeiro, e anunciado a contratação emergencial, sem licitação, de empresas para fazer vistorias mais detalhadas.

Covas pretendia fazer contratos de emergência com empresas que fizessem essa inspeção detalhada, mas foi impedido pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). O órgão determinou que só liberaria esses contratos caso a Prefeitura provasse que eram necessários. E daí essa rodada de inspeções visuais. 

Vídeo: Bolsonaro promete um Brasil melhor para os negócios 

Repetir vídeo

Veja as notícias mais importantes do dia no seu celular com o app Microsoft Notícias. Disponível para iOS e Android. Baixe agora.

Mais de Estadão

image beaconimage beaconimage beacon