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Síndrome nefroneural: moradores de seis cidades estão entre casos suspeitos

Logotipo do(a) EM.com.br EM.com.br 14/01/2020 Gabriel Ronan
Policiais civis estiveram nesta terça na sede da Backer. Principal suspeita é que intoxicação de pacientes acontece pelo consumo da cerveja Belorizontina © Paulo Filgueiras/EM/D.A Press Policiais civis estiveram nesta terça na sede da Backer. Principal suspeita é que intoxicação de pacientes acontece pelo consumo da cerveja Belorizontina

A Secretaria de Estado de Saúde expediu novo boletim sobre os casos de síndrome nefroneural causada por intoxicação exógena nesta terça-feira (14). Segundo o informativo, moradores de seis cidades mineiras estão entre os casos suspeitos da doença. As notificações continuam em 17: 16 homens e uma mulher.

Conforme a Saúde estadual, 12 notificações são de moradores de Belo Horizonte e as outras cinco se voltam a intoxicados que residem em Nova Lima (Grande BH), São Lourenço (Sul), São João del-Rei (Central), Viçosa e Ubá (ambas na Zona da Mata).

A Saúde estadual ainda não foi notificada do caso ocorrido em Pompéu, Região Central, onde uma mulher morreu com sintomas da síndrome nefroneural. De acordo com a prefeitura local, essa pessoa se contaminou com a substância dietilenoglicol, encontrada em garrafas de três lotes da cerveja Belorizontina, da Backer. 

A vítima, que não teve a identidade revelada, esteve em Belo Horizonte a passeio entre 15 e 21 de dezembro. Ela ficou na residência de parentes no Bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte.  

Essa pode ser a segunda morte pela doença. O caso de Ubá é o do bancário Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, que morreu na terça passada.

Dos 17 pacientes, quatro já tiveram a confirmação da intoxicação por dietilenoglicol.

Todos os pacientes listados consumiram o produto da Backer. Segundo a pasta, investigações realizadas em conjunto com o Ministério da Saúde e com a Secretaria de Saúde de BH indicam que os pacientes “apresentaram os primeiros sintomas após ingerir a cerveja”.

Vale ressaltar que o fato dos doentes serem de outras cidades não quer dizer que eles se intoxicaram nelas. No caso de Paschoal Demartini Filho, por exemplo, tudo leva a crer que ele consumiu a substância tóxica em uma confraternização com familiares no Bairro Buritis, na Região Oeste de BH.

O mesmo vale para o paciente de São Lourenço, o dentista Ney Eduardo Vieira Martins, de 64 anos, que comprou a cerveja da Backer no bairro da Região Oeste da cidade.

 

Com Cristiane Silva 

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