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A tecnologia que tudo vê

Logotipo do(a) Microsoft Tech Microsoft Tech 17/07/2018 Microsoft Tech

Não desenvolva um App, entregue um serviço

Existem muitas maneiras de atender o seu cliente. Você pode ter uma loja física, pode ter um aplicativo de celular nativo, ter um PWA (Progressive Web App) ou um site. Mas um grande erro que os empreendedores e empresas teimam em repetir é pensar na tecnologia a ser utilizada antes de pensar no serviço. A forma com que você irá entregá-lo não é a salvação do seu negócio, mas sim, o seu diferencial.

Modelos de negócio

Pizzaria

Tudo depende do seu modelo de negócio e do seu público-alvo. Imagine que a sua ideia é abrir uma pizzaria. Se você for pelo fluxo errado de pensamento, irá provavelmente chegar a conclusão de que precisa de um local físico para atender seus clientes, de um telefone para atender a pedidos de disk entrega, de um site para entregar pedidos pela internet e de um app para que os usuários instalem em seus celulares e facilite a vida deles.

Porém, se você pensar primeiro no serviço que você quer entregar, público-alvo e no seu modelo de negócio, esta perspectiva pode mudar. Vamos pegar uma pesquisa realizada em Juazeiro na Bahia para nos basear.

Parta do princípio que o objetivo macro do nosso negócio é vender uma pizza boa. Em Juazeiro, por exemplo, 70% das pessoas preferem ir à pizzaria a pedir pizza em casa. Bom, aqui já tiramos nosso primeiro dado, talvez não tenhamos a necessidade de gastarmos dinheiro com um site, ou um app nativo. Talvez o bom e velho telefone seja suficiente. É aí que nos deparamos com outro dado: 60% da população que costuma pedir pizza está na faixa etária de 16 a 30 anos. É sabido que esta faixa etária utiliza pouco telefone é mais ambientada com o ambiente virtual. Bom, então, aqui pensando no nosso público-alvo, o ideal seria ter o bom e velho telefone e um site responsivo. Mas, talvez, estas tecnologias sejam desnecessárias e onerosas para o objetivo do negócio.

Sapatos

Vamos agora para outro modelo de negócio. Você tem rede de lojas de sapatos femininos. Já temos nosso público-alvo definido. Nosso objetivo é vender em território nacional ao maior número de clientes possível. Agora, já é possível identificar um outro modelo.

Dentro deste modelo, já é possível imaginar que o ideal é termos lojas físicas e um e-commerce, afinal, nosso público alvo apesar de estar em um nicho, tem uma faixa etária muito mais abrangente. Além da faixa etária, também temos uma gama maior de poder aquisitivo e escolaridade.

Se você está pode dentro das métricas de e-commerce, sabe que um dos maiores problemas do funil de conversão é o carrinho abandonado. Para isso, eles têm algumas soluções como retargeting, por exemplo. Este retargeting pode vir por e-mail ou por um banner nas redes sociais.

Mas vamos pensar um pouco além: você tem tanto a loja física quanto o e-commerce. O ideal é que você pense que ambos são um só, é a marca da sua empresa que está em jogo, não são empresas diferentes. Vamos imaginar que você tenha realizado a pesquisa de público-alvo de forma correta e tenha descoberto que eles utilizam muito mais a tecnologia mobile do que o desktop. Além disso, você também sabe que eles não gostam de instalar apps e sabe que no Brasil o acesso à internet ainda é restrito e não pode perder vendas quando seu cliente está offline.

Bom, agora temos lojas físicas, um e-commerce e um PWA. E mais importante, eles se conversam o tempo todo e são o “mesmo app”, pelo menos é assim que precisam ser vistos pelo cliente. Exemplo, se o cliente vir uma propaganda sua na TV em casa e pesquisar sobre um sapato específico no destkop e colocá-lo no carrinho, é necessário que este produto esteja no carrinho quando ele abrir o celular.

Aqui temos o pulo do gato do retargeting. Seu PWA percebe que o cliente que está com o sapato X no carrinho, escolhido no desktop há duas semanas, está a duas ruas de uma loja física que ele já possui cadastro, pois já fez uma compra lá. Você pode enviar um push notification do produto com um desconto. Pronto, você traçou toda uma estratégia para atingir seu cliente no momento que era mais conveniente para ele. Veja, você não vendeu um sapato, você vendeu um serviço. Seu cliente escolheu um sapato, mas não podia comprá-lo na hora, e você foi capaz de entender isso pelo carrinho parado e teve inteligência para não o pressionar de maneira errada. Parabéns, você conquistou mais uma vez seu cliente e entregou a ele uma experiência única de omni channel.

Afinal, e o Omni Channel?

Sim, contamos todas estas estórias para que você entender o que é o omni channel e como se preparar para não dar bola fora.

Teremos uma arquitetura de gestão de negócios parecida com a figura abaixo

um screenshot de um telefone celular © Fornecido por Microsoft ICE um screenshot de um telefone celular

Você como profissional e TI provavelmente já foi pensando em como realizar tudo o que foi dito acima.  Bom, para desenvolver nossa solução, já vimos que precisaremos hospedá-la em alguma nuvem. Para saber se o cliente está passando perto de uma loja física minha, vou precisar pedir a permissão de localização dele. Para que o PWA e o e-commerce mantenham as mesmas informações, o ideal é que eles compartilhem o mesmo banco de dados e que este seja NoSQL.

Para fazer sugestões de compra baseados em comportamento será necessário aplicar algum algoritmo de inteligência artificial, para fazer o e-commerce e o PWA serem atrativos, precisamos de uma interface amigável, temos que levar em consideração a experiência do usuário.

Você já percebeu que são muitas tecnologias e que são complicadas de serem implementadas. Mas assim como o seu negócio é omni channel, as tecnologias Microsoft também são.

Possíveis soluções técnicas

Falamos muito sobre PWA acima, e talvez você esteja se perguntando “por que utilizar um PWA?”

Bom, PWAs nos permitem criar aplicações robustas utilizando apenas HTML, CSS e Javascript, além disso, esta tecnologia é voltada para qualquer usuário, independentemente do browser.

Ademais, como o PWA é considerado um híbrido entre páginas web regulares e aplicativos móveis, a tecnologia é considerada pelos buscadores como um app. Por não necessitar de instalação, ela é lincável, ou seja, você pode colocar seu PWA em uma simples URL, o que facilita o acesso dos usuários ao seu serviço.

Os PWAs também são responsivos por natureza, possuem a mesma navegabilidade de um app nativo, estão sempre atualizados (sem necessidade de levar o usuário a loja para atualização). É seguro, só funciona com HTTPS, também é altamente engajável, nos permitindo enviar push notifications e por fim, independe da conexão, eles funcionam offline, basta que você sua aplicação entre conteúdos estáticos e dinâmicos e cacheie os arquivos estáticos nos service workers.

Bom, agora que entendemos o porquê da nossa escolha por um PWA, vamos pensar nas demais escolhas.

Você precisa de um banco de dados. Uma possível opção é utilizar o Azure Cosmos DB.

O Cosmos é uma boa escolha nessa estrutura que desenvolvemos porque ele é globalmente distribuído (caso você tenha lojas no exterior também), altamente escalonável (o que te deixa preparado para uma Black Friday, por exemplo), possui suporte nativo a NoSQL e garante latências de um dígito de milissegundo no 99º percentil. A indicação do NOSQL aqui é exatamente pensando no mobile e principalmente no Omni Channel.

Agora o ideal é fazer com que tudo isso rode na mesma nuvem. Aqui podemos pensar no Azure que permite que você trabalhe com microsserviços, máquinas virtuais (Linux ou Windows), possibilita um armazenamento que garante escalabilidade, economia (você paga apenas o que consumir) e segurança.

Além disso, o Azure fornece um serviço de aplicativo que facilita a criação e implementação dos seus serviços. Você pode trabalhar com Docker, Kubernetes, PHP, JavaScript, o que você achar necessário para desenvolver sua solução.

Como estamos falando de Omni Channel e multiplataformas, o Azure também fornece o Azure Active Direcotry que faz com que sua solução, independentemente da plataforma (mobile ou desktop) funcione como se fosse uma solução única, mantendo a identidade e a segurança dos usuários, aonde quer que eles estejam, ou seja, abstrai a complexidade da sua solução para o usuário.

Pensando em Omni Channel e interações com o usuário, devemos levar em consideração a utilização de services workers dentro da nossa arquitetura. Lembre-se, service workers são scripts que rodam em segundo plano, independentes da página web, assim, é possível trabalhar com push notifications e sincronizações.

Abaixo segue a arquitetura do ciclo de vida de um service worker:

um screenshot de um telefone celular © Fornecido por Microsoft ICE um screenshot de um telefone celular

Vimos anteriormente que os service workers são uma boa opção para trabalharmos com páginas offline, aqui segue uma possível solução para cachearmos estas páginas com os service workers.

  self.addEventListener (‘fetch’, function(event) { event.respondWith( fetch(event.request). catch(function(error) { return caches.open(CACHE_NAME). then (function(cache) { return cache.match(‘offline.html’); }); {)); {)

Esta implementação irá mostrar uma página offline.html que foi cacheada antes da instalação do service worker.

um screenshot de um telefone celular © Fornecido por Microsoft ICE um screenshot de um telefone celular

Finalizando nosso serviço

Além disso, o Azure fornece o cognitive services para você desenvolver aquele trabalho de comportamento de usuário e, por que não, um chat bot para otimizar o atendimento do seu usuário. Imagine o seguinte, além do push notification que você vai enviar para o cliente que está passando próximo a sua loja, você aciona um chatbot que pode fazer a venda pelo próprio PWA, assim, quando o cliente chegar na loja, a única coisa que ele vai fazer será tomar um cafezinho com seu vendedor preferido, pois o sapato já estará embalado e o pagamento já terá sido realizado.

O Omni Channel é como o próprio nome diz, a tecnologia que está em todos os lugares, e podemos melhorá-la transformando na tecnologia que tudo sabe e que tudo vê, mas o mais importante é ela estar presente para ajudar o seu cliente.

O post A tecnologia que tudo vê apareceu primeiro em Microsoft Tech.

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