Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Cientistas encontram mutação genética que pode aumentar a expectativa de vida masculina

Logotipo do(a) Gizmodo Gizmodo 6 dias atrás Ryan F. Mandelbaum

© Reprodução


O professor S. Jay Olshansky uma vez disse ao Gizmodo: “no mundo das ciências do envelhecimento, se você quer ter uma vida longa, escolha pais que viveram muito”. Os marcadores genéticos ligados à longevidade são muito interessantes. Mas se você tiver os genes errados, então as decisões erradas podem acabar com você.

• Estudo afirma que a longevidade humana está limitada aos 122 anos
• Se você pudesse morrer apenas de acidentes repentinos, quanto tempo viveria?

Um time de pesquisadores de universidades dos Estados Unidos queria descobrir o papel da genética na expectativa de vida humana, especificamente relacionado ao hormônio do crescimento. O trabalho dos pesquisadores mostrou duas coisas principais: primeiro, que uma mutação no DNA dos homens relacionado ao hormônio do crescimento pode levar a uma vida mais longa. E segundo, tratar pessoas de idade com hormônio do crescimento pode ser perigoso se eles não tem a variação.

Gil Atzmon, o principal investigador do estudo do Albert Einstein College of Medicine e da University of Haifa, em Israel, ficou muito empolgado ao descobrir como uma leve mudança no DNA pode ter um impacto tão grande. Apague alguns pares base, “e você terá uma proteína ainda funcional que agora faz as pessoas viverem mais tempo”, ele disse. “Eu acho isso fenomenal”.

É complexo, então vou ir devagar e possivelmente simplificar as coisas. Basicamente, existe um sistema em questão, o “eixo IGF-1/GH”. Cada um desses são genes que codificam diferentes moléculas do seu corpo.

Pesquisadores já tinham um pressentimento que o IGF-1 pode regular a altura em troco da longevidade, como é o caso dos cachorros. Mais IGF-1 quer dizer mais alto mas com uma vida mais curta. Isso deve fazer sentido, é parecido com o caso dos cachorros maiores terem vidas mais curtas.

Os pesquisadores estudaram 800 homens e mulheres, de quatro populações diferentes, e descobriram algo impressionante. De fato os níveis de IGF-1 eram mais baixos em centenários, mas muitos dos homens também eram mais altos. Os dados mostrou aos pesquisadores que havia mais do que apenas o IGF-1 em jogo.

Homens centenários geralmente têm faltando um pedaço específico do DNA no seu gene GHR. Essas pessoas parecem ser mais sensíveis ao hormônio do crescimento e ficam mais altas. Então, mesmo que seus níveis de IGF-1 sejam baixos (eles viveram mais), eles ainda cresciam com seu gene GH especial. As pessoas com essa mutação pareciam viver dez anos a mais, em média.

E o estudo realmente foi imenso. A replicação em quatro populações distintas “torna o resultado mais preciso e traduzido globalmente”.

O próprio Atzom admitiu que isso é bem complexo. Mas é definitivamente prova nova e importante sobre o papel que esse eixo IGF-1/GH tem ao determinar simultaneamente a sua altura e a sua expectativa de vida, explicou Andrzej Bartke, professor de fisiologia e medicina interna na Southern Illinois University School of Medicine, em uma conversa com o Gizmodo.

Mas ainda não compreendemos completamente o mecanismo. “Certamente precisamos de mais pesquisa para entender exatamente porque esse tipo de receptor GH favorece a longevidade extrema, porque esse efeito só foi observado em homens e por que os resultados em pessoas estudadas por esses investigadores diferem de descobertas anteriores em diferentes grupos de humanos com os mesmos tipos de receptores”, disse Bartke.

Tem uma pegadinha nisso tudo. Seus resultados pareciam mostrar que pessoas que não tem a variação GH pode na verdade ser sensíveis à terapia com hormônio do crescimento. “É uma dura lembrança que administrar hormônio do crescimento como uma intervenção para impedir o envelhecimento, que ainda é feito na indústria de remédios contra o envelhecimento, não é apoiado pela literatura científica”, Olshansky disse ao Gizmodo. “Na verdade, pode até ser danoso”.

Então, você ainda vai morrer um dia. Mas quando, a resposta provavelmente não depende tanto do que você come tanto quanto na composição do seu DNA.



Mais de Gizmodo

image beaconimage beaconimage beacon