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Estudo descobre tecnologia que pode gerar eletricidade a partir da urina e matar salmonella

Logotipo do(a) Gizmodo Gizmodo 6 dias atrás Rhett Jones
© Reprodução


Cientistas sabem que células combustíveis microbiana (CCM) podem gerar eletricidade a partir da urina ou outras formas de dejetos há algum tempo. Uma nova pesquisa agora mostra que esse processo também pode matar bactérias e um novo método de saneamento pode surgir a partir disso. Os pesquisadores imaginaram um sistema auto sustentável que beneficiaria muito países em desenvolvimento.

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O time da Universidade do Oeste da Inglaterra publicou os resultados no influente periódico PLOS ONE. O pesquisador líder Ioannis Ieropoulos disse em um comunicado que essa é a primeira vez que as CCM se mostraram capaz de destruir agentes patogénicos. "Isso mostra que temos um sistema biológico estável no qual podemos tratar dejetos, gerar eletricidade e impedir que organismos nocivos se perpetuem na rede de esgoto", disse ele.

A urina tem sido um interesse cada vez maior para os cientistas como uma forma de gerar eletricidade porque o hidrogênio pode ser extraído dela utilizando muito menos energia do que é necessário para fazer o mesmo com a água. Micróbios dentro das células combustíveis quebram a matéria orgânica do resíduo e o converte em eletricidade. O mesmo time já tinha utilizado a CCM para gerar eletricidade o suficiente para fazer um celular funcionar e mostraram que conseguem limpar a urina ao ponto dela ser segura para a eliminação no ambiente.

A nova descoberta revela que o mesmo processo é capaz de reduzir os níveis de Salmonella enteritidis que foi colocada em uma amostra de urina. O número de patógenos foram reduzidos em dois terços e ficaram abaixo do nível mínimo de expectativa da indústria de saneamento. Embora os pesquisadores não tenham conseguido eliminar os organismos patogênicos por completo, eles pretendem continuar trabalhando para alcançar esse resultado. Novos testes serão realizados em outros patógenos, incluindo vírus.

Essa pesquisa foi financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates e a intenção é aplicá-la em países em desenvolvimento. O professor Ieropoulos diz que "empresas de tratamento de água estão sob pressão para melhorar o tratamento e produzir água cada vez mais limpa no final do processo. Isso significa que os custos estão aumentando, os níveis de consumo de energia são altos e químicos poderosos estão sendo utilizados". Ele espera ver o sistema CCM instalado nas casas e que isso reduza as demandas das usinas de processamento de águas residuais.

Obviamente, isso também poderia trazer benefícios ao meio ambiente. De acordo com a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos), "a água potável e os sistemas de águas residuais representam cerca de 3% a 4% do consumo de energia nos Estados Unidos, resultando em emissões de mais de 45 milhões de toneladas de gases do efeito estufa anualmente". Se a tecnologia puder ganhar escala e for aperfeiçoada, poderia haver uma redução enorme no uso de energia.


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