Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

Hubble e outros dois telescópios se unem para encontrar lua orbitando planeta-anão

Logotipo do(a) Gizmodo Gizmodo 19/05/2017 Rae Paoletta
© Reprodução


Três telescópios, incluindo o Hubble, juntaram seus poderes celestiais para encontrar uma lua orbitando um planeta-anão no Cinturão de Kuiper — região além de Netuno onde Plutão e outros diversos corpos gelados vivem. De acordo com a NASA, a lua do planeta-anão tem muito a ensinar aos cientistas sobre como as luas se formaram no início do sistema solar. Mas, infelizmente, ela não tem nome. E o nome do seu planeta, por outro lado, é horrível: 2007 OR10. Ambos precisam urgentemente de um rebranding.

• Explosões nucleares da Guerra Fria impactaram tremendamente o clima espacial
• A impressionante hipótese de como o sistema Trappist-1 evitou sua autodestruição

Uma coisa que o 2007 OR10 tem a seu favor é que ele é o terceiro maior planeta-anão confirmado, atrás apenas de Plutão e Eris, ambos com nomes incríveis. A lista de outros planetas-anões reconhecidos inclui Makemake, Haumea, Ceres e Sedna. Uma equipe de pesquisadores observou a lua do 2007 OR10 pela primeira vez em duas imagens de arquivo do Hubble, antes de complementá-las com outros telescópios, e suas descobertas foram publicadas na The Astrophysical Jounal Letters.

"A descoberta de satélites em torno de todos os planetas-anões grandes conhecidos, exceto pelo Sedna, significa que, na época em que esses corpos se formaram há bilhões de anos, colisões deviam ser mais frequentes, e isso é um afunilamento dos modelos de formação", Csaba Kiss, do Observatório Konkoly, em Budapeste, e autor principal do estudo, disse em comunicado. "Se houve colisões frequentes, então foi bem fácil formar esses satélites."

A parte mais empolgante dessa descoberta é que ela sugere que todos os objetos no Cinturão de Kuiper maiores que mil quilômetros de diâmetro provavelmente abrigam satélites. Essa informação pode ajudar cientistas a entender melhor as condições no início do sistema solar, já que essa região contém objetos de aproximadamente 4,6 bilhões de anos.




Imagem do topo: NASA, ESA, C. Kiss (Konkoly Observatory), and J. Stansberry (STScI)

Mais de Gizmodo

image beaconimage beaconimage beacon