Você está usando um navegador antigo. Por favor, utilize versão suportada para ter acesso às melhores funções do MSN.

TV chinesa exibe inteligência artificial para apresentar notícias

Logotipo do(a) Canaltech Canaltech 09/11/2018 Felipe Demartini
Âncora IA © Fornecido por Unilogic Media Group Ltda Âncora IA

Estreou nesta semana, na Xinhua, a agência de notícias estatal chinesa, o primeiro âncora jornalístico completamente baseado em inteligência artificial. Sem nome, o “repórter virtual” utiliza uma voz sintetizada e imagens pré-gravadas, ligadas a um sistema de machine learning, para apresentar as notícias e se comportar como um âncora de telejornal comum.

Com isso, a agência de notícias é capaz de apresentar seu conteúdo rapidamente em dois idiomas, inglês e chinês, sem a necessidade de criar animações ou fazer narrações que exijam edição com vídeos de cobertura. Basta colocar o texto diante da inteligência artificial para que ela faça todo o trabalho de leitura e apresentação, entregando a informação rapidamente e para os espectadores, além de economizar custos.

Repetir vídeo

Criada pela Sogou, uma das principais desenvolvedoras de apps da China e também responsável por uma das grandes ferramentas de busca do país, o âncora digital também garante mais agilidade, pois “pode trabalhar 24 horas por dia”. A tecnologia também seria capaz de entender o tom básico das reportagens, mantendo uma fala sóbria durante todo o tempo, mesmo nas matérias mais trágicas ou divertidas.

De forma a dar mais naturalidade à apresentação das notícias, o âncora virtual tem partes de seu rosto animadas, enquanto a boca se move de acordo com as frases ditas. O resultado lembra um pouco os desenhos animados antigos, em que apenas os lábios dos personagens se mexiam enquanto o restante dos corpos parecia estático, mas em uma olhada rápida, o repórter pode muito bem passar por um ser humano, desde que, claro, você ignore a falta de naturalidade na voz e o fato de ele não ter expressões faciais.

A própria Xinhua admite que o sistema tem suas limitações, mas acredita que ele já está avançado o suficiente para ser colocado em funcionamento nas reportagens da agência, que são liberadas em canais nas redes sociais e também por meio de aplicativos para celular. Aos poucos, mais e mais reportagens com a tecnologia devem aparecer pelas mãos da estatal, que também promete incrementar a tecnologia para torna-la cada vez mais natural.

O próprio repórter, inclusive, também sabe disso e, ao se despedir em seu primeiro dia no noticiário, agradeceu à audiência de todos e disse ter ciência de que ainda há pleno espaço para melhoria. O objetivo, aparentemente, é chegar em um ponto no qual a apresentação por um humano e um robô não seja diferenciável.

Fonte: The Verge

Mais de Canaltech

image beaconimage beaconimage beacon