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‘Se a elite tem medo que eu me candidate, pode ficar’, diz Lula

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 13/09/2017 José Benedito da Silva
O ex-presidente Lula durante discurso após depoimento ao juiz Sérgio Moro: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante discurso no centro de Curitiba © VEJA.com O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante discurso no centro de Curitiba

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou por pouco mais de 10 minutos no centro de Curitiba após o seu depoimento ao juiz Sergio Moronesta quarta-feira em processo da Operação Lava Jato. A fala, na Praça Generoso Marques, foi em tom de enfrentamento com os seus críticos e de reiteração de sua candidatura à Presidência da República em 2018. “Se a elite tem medo que eu me candidate, é bom eles ficarem. Porque eu vou”,  disse, ao final do discurso.

Antes, Lula criticou os envolvidos nos processos em que é acusado, fazendo uma comparação com a Guerra do Iraque e o ex-presidente George W. Bush, que havia atacado o país árabe alegando que ele possuía armas químicas, o que não se comprovou. “O mentiroso tem que ficar com a mentira para o resto da vida . É que nem o Bush, que disse que tinha arma química no Iraque e nunca disse ‘me desculpe, eu estava errado'”, afirmou. “Me acusaram injustamente e quero ver pedirem desculpas”, disse.

Sobre a economia, o ex-presidente falou em retomar o crescimento a partir de subsídios para a indústria e chegou a dizer que convocará um plebiscito para rever medidas do presidente Michel Temer (PMDB), como a reforma trabalhista  – na plateia havia muitos militantes de entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

No microfone, os responsáveis pelo ato anunciaram um público de cerca de sete mil pessoas.  Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná, havia 2.000 pessoas.

Militantes organizam ato em defesa a Lula antes do depoimento do ex-presidente na Justiça Federal em Curitiba (PR) ‘Se a elite tem medo que eu me candidate, pode ficar’, diz Lula

Provocações

No início da fala de Lula, um pequeno drone sobrevoou o local onde estavam os apoiadores do ex-presidente com mensagens eletrônicas como “A lei é para todos” e afirmações de que Lula é corrupto.

Após a fala da senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, foi anunciada a execução do Hino Nacional “porque este país também é nosso”. Entre os militantes, a declaração foi vista como uma provocação, já que o uso de símbolos nacionais, em especial a bandeira e as cores verde e amarela, é comum a grupos que atuam em defesa da Lava Jato e contra o ex-presidente.

Vídeo: Lula discursa em Curitiba após depoimento: 'Acusações levianas' (Via SBT)

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Vídeo: Assista o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro (Via veja.com)

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