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Dodge pede pena de 12 anos de prisão para o senador Valdir Raupp

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 3 dias atrás André Siqueira
Raquel Dodge: Procuradora-geral da república Raquel Dodge durante julgamento de Habeas Corpus do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva no STF – 04/04/2018 © AFP Procuradora-geral da república Raquel Dodge durante julgamento de Habeas Corpus do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva no STF – 04/04/2018

A procuradora-geral da República Raquel Dodge pediu, na última sexta-feira (16), a condenação do senador Valdir Raupp (MDB-RO) e de seus assessores parlamentares Maria Cléia Santos de Oliveira e Pedro Roberto Rocha. Os três foram denunciados por por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em desdobramentos das investigações da Operação Lava JatoDodge pede 12 anos de reclusão ao emedebista e pagamento de multa de 1 milhão de reais.

Valdir Raupp é acusado de recebimento de propina de 500.000 reais por meio do esquema de corrupção estabelecido na Diretoria de Abastecimento da Petrobras. O valor foi pago pela empreiteira Queiroz Galvão, sob o disfarce de doações eleitorais “oficiais” para a campanha de 2010 ao Senado. Maria Cléia e Pedro Roberto teriam contribuído para o recebimento da propina. O senador foi para o banco dos réus em março de 2017, após decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na peça, Raquel Dodge alega que Raupp usou o mandato e sua influência política para solicitar vantagem indevida a Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e um dos primeiros delatores da Lava Jato. Em outro trecho da manifestação ao Supremo, a procuradora-geral considera que o senador ”traiu seu mandato e descumpriu a função constitucional de mais alta relevância dele esperada: zelar pela moralidade administrativa, zelar pela patrimônio público”. 

Por ser senador, Valdir Raupp tem direito ao foro por prerrogativa de função, o foro privilegiado, e, portanto, será julgado pelo STF. Vale ressaltar que, em pouco mais de quatro anos de Operação Lava Jato, a Corte não concluiu o julgamento de nenhum político réu pelo esquema de corrupção da Petrobras.

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