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Entenda a situação dos irmãos Batista após nova operação da PF

Logotipo do(a) VEJA.com VEJA.com 13/09/2017 Edoardo Ghirotto
Wesley e Joesley Batista © Reuters Wesley e Joesley Batista


O empresário Joesley Batista, sócio da holding J&F, que controla a JBS, pode ficar na cadeia por tempo indeterminado. O mandado de prisão preventiva que foi expedido contra o executivo na Operação Tendão de Aquiles, nesta quarta-feira, pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, deverá ser cumprido quando se encerrar o prazo da prisão temporária que havia sido autorizada na última sexta-feira pelo ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia mais: Saiba quem é Wesley Batista, um dos donos da JBS

A prisão temporária vale por cinco dias, com a possibilidade de renovação por mais cinco. Já a preventiva não tem uma duração pré-estabelecida.Wesley Batista, irmão de Joesley, foi alvo do mesmo mandado expedido pela Justiça Federal de São Paulo. Ele já está na cadeia.

Joesley está preso em Brasília e deve permanecer na carceragem da Polícia Federal (PF) até a sexta-feira. Se Fachin optar por converter a prisão do executivo em preventiva, ele seguirá detido no Distrito Federal. Se não houver a renovação nem a conversão, Joesley poderá ser transferido para São Paulo, onde cumpriria o mandado expedido nesta quarta-feira.

Joesley teve a imunidade revogada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a gravação de uma conversa entre ele e o diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, indicar que os colaboradores da empresa omitiram informações no acordo de delação. Saud não foi alvo da operação desta quarta-feira e segue cumprindo prisão temporária.

Os irmãos Batista são investigados pela Polícia Federal (PF) pelo uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro, ocorridas entre abril e o dia 17 de maio deste ano — data em que vieram a público informações relacionadas ao acordo de colaboração premiada que ambos firmaram com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação apura se houve manipulação do mercado nas ordens de venda e compra de ações da JBS na bolsa de valores, entre 24 de abril e 7 de maio. Os acionistas, no caso, teriam absorvido parte do prejuízo decorrente da baixa dessas ações.

A PF também investiga se houve crime na intensa compra de contratos de derivativos de dólares pela JBS, entre 28 de abril e 17 de maio. A operação estava em desacordo com a movimentação usual da empresa e gerou ganhos decorrentes da alta da moeda após o acordo de delação premiada ser divulgado.

A primeira fase da Tendão de Aquiles foi deflagrada no dia 9 de junho, quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva. A PF declarou que o desdobramento da operação foi embasado na análise de documentos, nos depoimentos colhidos e em perícias realizadas pelos agentes. Os procedimentos, segundo a PF, trouxeram provas que indicam o cometimento de crimes e apontam autoria aos dois executivos.

Se condenados, os irmãos Batista podem pegar uma pena de um a cinco anos de prisão. Também está prevista uma multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita que foi obtida pela empresa.

Defesa

Sobre os mandados expedidos contra os irmãos Batista, o advogado Pierpaolo Bottini afirmou que “é injusta, absurda e lamentável a prisão preventiva de alguém que sempre esteve à disposição da Justiça, prestou depoimentos e apresentou todos os documentos requeridos”. Ele afirmou que “o estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça”.

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